segunda-feira, 31 de maio de 2010

Festas juninas

Último dia de maio, junho chegando e com ele as nossas tradicionais festas juninas.
Eu adoro.
Adoro aquele clima de arraial, as comidas, especialmente os doces, o tradicional quentão, ótimo para gente se esquentar nas noite frias de junho, a quadrilha, o casamento na roça e a fogueira.
Tem as singelas fantasias das mocinhas do interior, brincadeiras de crianças, que ficam todo o tempo soltando suas bombinhas, aquela música brejeira, tudo que nos faz imaginar um belo passeio pelo interior.
Às mocinhas solteiras, fica aqui uma sugestão:

Para arrumar namorado ou marido, basta amarrar uma fita vermelha e outra branca no braço da imagem de Santo Antônio, fazendo a ele o pedido.
Rezar um Pai-Nosso e uma Salve-Rainha.
Pendurar a imagem de cabeça para baixo sob a cama.
Ela só deve ser desvirada quando a pessoa alcançar o pedido.


Festas juninas ou festas dos santos populares são celebrações que acontecem em vários países historicamente relacionadas com a festa pagã do solstício de verão, que era celebrada no dia 24 de junho, segundo o calendário juliano (pré-gregoriano) e cristianizada na Idade Média como "festa de São João".
Essas celebrações são particularmente importantes no Norte da Europa Dinamarca, Estónia, Finlândia, Letônia, Lituânia, Noruega e Suécia, mas são encontrados também na Irlanda, partes da Grã-Bretanha (especialmente Cornualha), França, Itália, Malta, Portugal, Espanha, Ucrânia, outras partes da Europa e em outros países como Canadá, Estados Unidos, Porto Rico, Brasil e Austrália.

Festas Juninas no Brasil

As festas Juninas, são na sua essência multicurais, embora o formato com que hoje as conhecemos tenha tido origem nas festas dos santos populares em Portugal: Santo Antônio, São João e São Pedro principalmente.
A música e os instrumentos usados, cavaquinho, sanfona, triângulo ou ferrinhos, reco-reco, etc, estão na base da música popular e folclórica portuguesa e foram trazidos para o Brasil pelos povoadores e emigrantes dos país irmão.
As roupas 'caipiras' ou 'saloias' são uma clara referência ao povo campestre, que povoou principalmente o nordeste do Brasil e muitissimas semelhanças se podem encontrar no modo de vestir 'caipira' tanto no Brasil como em Portugal.
Do mesmo modo, as decorações com que se enfeitam os arraiais tiveram o seu início em Portugal com as novidades que na época dos descobrimentos os portugueses levavam da Asia, enfeites de papel, balões de ar quente e pólvora por exemplo.
Embora os balões tenham sido proíbidos em muitos lugares do Brasil, eles são usados na cidade do Porto em Portugal com muita abundância e o céu se enche com milhares deles durante toda a noite.
No Brasil, recebeu o nome de junina (chamada inicialmente de joanina, de São João), porque acontece no mês de junho.
Além de Portugal, a tradição veio de outros países europeus cristianizados dos quais se oriundam as comunidades de imigrantes, chegados a partir de meados do século XIX.
Ainda antes, porém, a festa já tinha sido trazida para o Brasil pelos portugueses e logo foi incorporada aos costumes das populações indígenas e afro-brasileiras.
A festa de São João brasileira é típica da Região Nordeste.
Por ser uma região árida, o Nordeste agradece anualmente a São João, mas também a São Pedro, pelas chuvas caídas nas lavouras. Em razão da época propícia para a colheita do milho, as comidas feitas de milho integram a tradição, como a canjica e a pamonha.
O local onde ocorre a maioria dos festejos juninos é chamado de arraial, um largo espaço ao ar livre cercado ou não e onde barracas são erguidas unicamente para o evento, ou um galpão já existente com dependências já construídas e adaptadas para a festa.
Geralmente o arraial é decorado com bandeirinhas de papel colorido, balões e palha de coqueiro ou bambu.
Nos arraiais acontecem as quadrilhas, os forrós, leilões, bingos e os casamentos matutos.

A origem da fogueira

Grandes fogueiras são tradição do São João brasileiro e europeu























De origem européia, as fogueiras juninas fazem parte da antiga tradição pagã de celebrar o solstício de verão.
Assim como a cristianização da árvore pagã "sempre verde" em árvore de natal, a fogueira do dia de "Midsummer" (24 de junho) tornou-se, pouco a pouco na Idade Média, um atributo da festa de São João Batista, o santo celebrado nesse mesmo dia.
Ainda hoje, a fogueira de São João é o traço comum que une todas as festas de São João européias (da Estônia a Portugal, da Finlândia à França).
Estas celebrações estão ligadas às fogueiras da Páscoa e às fogueiras de Natal.
Uma lenda católica cristianizando a fogueira pagã estival afirma que o antigo costume de acender fogueiras no começo do verão europeu tinha suas raízes em um acordo feito pelas primas Maria e Isabel.
Para avisar Maria sobre o nascimento de São João Batista e assim ter seu auxílio após o parto, Isabel teria de acender uma fogueira sobre um monte.

Fonte: Wikipédia.

domingo, 30 de maio de 2010

Os Tapetes Contadores de Histórias - RJ - Brasil...

“No fio das histórias, como no fio da vida, cada um tece seu tapete.”

Desde 1998 “Os Tapetes Contadores de Histórias” (RJ-Brasil) pesquisa, produz e realiza sessões de histórias, espetáculos, oficinas e exposições interativas de seu acervo a fim de despertar o gosto das crianças e jovens pelas artes e pela leitura.
Saiba mais...

CABE NA MALA? dos Tapetes Contadores de Histórias

Espetáculo intimista onde malas, aventais, tapetes, caixas de pano e de madeira servem de cenário para histórias de Ana Maria Machado e Jutta Bauer(cosac naify).
Entremeado de belas canções cantadas à capela, o espetáculo é composto pelas histórias Cabe na Mala, Mico Maneco, Tatu Bobo, Avental que o vento leva e João Bobo, estas escritas por Ana Maria Machado e ainda A rainha das cores, da escritora alemã Jutta Bauer.
As três primeiras histórias são contadas em uma mala que se transforma em cenários de tecido.
Em "Avental que o vento leva", o contador veste um avental acolchoado que representa o mundo onde Corina menina vive suas aventuras.
No conto popular "João Bobo", três caixas de pano se transformam em tapetes para que João Bobo apronte suas confusões. Por fim, para "A rainha das cores", foi fabricada uma caixa de madeira com lâmpadas internas que sobressaltam o cenário branco costurado em preto, e sobre o qual os contadores dão vida e cor às formas e personagens.



Texto: Ana Maria Machado e Jutta Bauer
Direção e Cenários: Carlos Eduardo Cinelli e Warley Goulart Músicas: Warley Goulart
Duração: 45 minutos. Para crianças a partir de 3 anos.

O REI QUE FICOU CEGO (espetáculo do grupo OS TAPETES CONTADORES DE HISTÓRIAS)

O espetáculo trata da grande jornada de um jovem príncipe que enfrenta inúmeros perigos para trazer de volta a visão ao seu pai, rei daquele reino onde tudo ia bem.
É uma verdadeira aventura mítica repleta de peripécias e revelações, com rios cheios de monstros e ondas violentas, batalhas homéricas, águas milagrosas, palácios de vidros e diamantes, leões encantados, cavalos prateados, castelos de gigantes e viagens por mundos paralelos.
Para tal, Carlos Eduardo Cinelli e Warley Goulart confeccionaram um tapete gigante de 12 metros, que vai do chão ao teto, com grandes peças de tecido que juntas correspondem a uma paisagem de montanhas e planícies, sob um céu retalhado.
É neste gigantesco tapete -- e com a ajuda de bonecos de tecido, objetos sonoros, luzes e panos -- que três contadores de histórias convidam as crianças a embarcar no caráter fantástico deste conto brasileiro.
Cantadas à capela, canções foram especialmente compostas para o espetáculo, cujas sonoridades se aproximam a cânticos tradicionais próprios de culturas orientais como as dos povos árabe e indiano.
Além disso, o grupo se utiliza de objetos sonoros trazidos de outros Estados do Brasil, do Peru e Bolívia como moringa, berrante, quijada (mandíbula de jumento) e apito de argila.



Direção e Músicas: Warley Goulart
Cenário e Adereços: Carlos Eduardo Cinelli e Warley Goulart
Desenhos e Figurinos: Carlos Eduardo Cinelli
Atores: Carlos Eduardo Cinelli, Helena Contente e Warley Goulart
Duração: 40 minutos. Para crianças a partir de 5 anos.
Espetáculo patrocinado pelo Fundo de Apoio ao Teatro - FATE.

Fonte: Internet.

sábado, 29 de maio de 2010

Joana d'Arc, a heroína da França...

No dia 30 de maio 1431, depois de um martírio que durou seis meses, Joana, a heroína francesa, foi queimada viva em uma fogueira, aos 19 anos de idade...

























Joana d'Arc (em francês Jeanne d'Arc) (Domrémy-la-Pucelle, 6 de janeiro 1412 — Ruão, 30 de maio 1431), por vezes chamada de donzela de Orléans, era filha de Jacques d'Arc e Isabelle Romée e é a santa padroeira da França e foi uma heroína da Guerra dos Cem Anos, durante a qual tomou partido pelos Armagnacs, na longa luta contra os borguinhões e seus aliados ingleses.

A casa onde Joana d'Arc nasceu e o Centro de Interpretação "Visages de Jehanne" anexo, em Domremy, recebem excursões de visitantes diariamente.














Joana d’Arc - Por Eliene Percíli

Joana d’Arc foi uma das mulheres mais fortes e guerreiras que o mundo já conheceu.
Nasceu em 1412, no vilarejo de Domrémy, França.
Pertencia a uma família de camponeses, foi educada para ser uma boa esposa, para isso aprendia as prendas domésticas.
Fora isso, não recebera outro tipo de educação, era praticamente analfabeta. Ao completar 13 anos a jovem passou a ouvir vozes sagradas: São Miguel, Santa Catarina e Santa Margarida.
A primeira orientação feita pelas vozes à Joana foi de que a menina deveria permanecer virgem para obter a salvação de sua alma.
Mais tarde as vozes passaram a orientá-la sobre política, dizendo que deveria coroar o príncipe herdeiro do trono, Carlos, mais conhecido como delfim, e salvar a França dos ingleses.
Joana foi concebida no ápice da Guerra dos Cem Anos, conflito que se iniciou em 1337 e teve fim em 1453.
A situação francesa era crítica tanto na política como na economia.
A Igreja estava enfraquecida devido às limitações do papado, para sobreviver em meio aos poderosos a Igreja saiu em busca de alianças.
Com a França em decadência, a Igreja optou por aliar-se à Inglaterra, que até então era a mais forte.
Para Joana e sua família, tais alianças significava o início de tragédias, já que o feudo era vizinho de Lorena, onde se localizava o vilarejo de Domrémy. Com isso, as terras da família d’Arc passaram a sofrer constantes ataques.
Na época em que os borguinhões se apossaram de vez de Domrémy, em 1428, Joana tinha 16 anos de idade.
Com os conselhos das vozes santas na cabeça, decidiu que iria coroar o rei. Tinha consciência de que a paz só seria possível com uma França forte, e que o país só atingiria tal objetivo quando o delfim recebesse a coroa na catedral de Notre-Dame de Reims, conforme a tradição.
Decida, Joana convenceu o padrinho, um soldado que já havia se aposentado, a acompanhá-la até a cidade de Vaucouleurs.
Ela tinha o objetivo de persuadir o nobre Roberto de Baudricourt, chefe militar e senhor local, a lhe conceder um exército.
No primeiro encontro se impressionou com a força e a coragem da jovem, mas não cedeu um exército de imediato.
Na espera de uma resposta favorável, Joana ficou vagando por Vaucouleurs. Nesse tempo acabou levando muito soldado na conversa.
Ao tomar conhecimento de que cada vez mais soldados juravam lealdade à Joana, Baudricourt não teve alternativa.
D’Arc partiu para o castelo de Chinon, quartel-general do delfim Carlos, juntamente com o duque de Anjou, com os cavaleiros que havia amealhado e com os soldados que Baudricourt finalmente lhe concedera.
Ao chegar a Chinon, Carlos já havia sido informado sobre a jovem camponesa, provavelmente louca, que dizia ouvir vozes sagradas.
Ficando meio receoso, permaneceu dois dias recluso, discutindo com a corte se deveria ou não recebê-la.
Por fim d’Arc convenceu Carlos de que estava ali com um propósito e que era digna de ser recebida por ele.
Com tudo, delfim equipou e abençoou Joana em sua Marcha até Orléans. Apesar de estarem em menor número, os franceses contavam com a força, coragem e garra de Joana.
A batalha durou alguns dias e os ingleses recuaram.
Em maio de 1429, a França obteve sua primeira grande vitória militar.
Joana d’Arc estava pronta para sua missão, a de coroar o delfim, sendo assim, em julho de 1429, Carlos recebeu a coroa do rei na Catedral de Notre-Dame de Reims.
Com isso, Joana havia atingido seu objetivo maior, só que sua ambição militar falou mais alto.
Partiu para Paris a fim de expulsar os ingleses, em setembro de 1429 invadiu Paris, onde foi derrotada, seus soldados partiram em retirada, mas seu espírito guerreiro resistiu.
Joana foi capturada, levada para a fortaleza de Beaulieu e, logo em seguida, para o castelo de Beaurevoir.
Tentou escapar de ambas as prisões, mas não obteve êxito, Joana foi vendida pelos borguinhões por 10 mil libras aos ingleses.
Em 1430, foi levada a julgamento no tribunal inglês, sendo conduzido pelo bispo de Beauvais, Pierre Cauchon.
Todas as acusações eram de ordem religiosa: bruxa, herege, idólatra, entre outras.
Martírio que durou seis meses, sua sentença foi ser queimada viva.
Cumpriu-se então a sentença, Joana foi queimada viva em uma fogueira aos 19 anos de idade.
Foi o fim da heroína francesa.

Joana D’Arc de Luc Besson























(The Messenger: The Story of Joan of Arc, França, 1999)

Títulos Alternativos: Jeanne d’Arc / Joan of Arc / Joan of Arc
Gênero: Drama
Duração: 160 min.
Tipo: Longa-metragem / Colorido
Distribuidora(s): Columbia Pictures
Produtora(s): Europa Corp., Société des Etablissements L. Gaumont

Diretor(es): Luc Besson
Roteirista(s): Luc Besson, Andrew Birkin
Elenco: Milla Jovovich, Dustin Hoffman, Faye Dunaway, John Malkovich, Tchéky Karyo, Vincent Cassel, Pascal Greggory, Richard Ridings, Desmond Harrington, Timothy West, Rab Affleck, Stéphane Algoud, Edwin Apps, David Bailie, David Barber

Sinopse: Em 1412, nasce em Domrémy, França, uma menina chamada Joana (Milla Jovovich). Ainda jovem, ela desenvolve uma religiosidade tão intensa que a fazia confessar-se algumas vezes por dia. Eram tempos árduos, pois a Guerra dos Cem Anos com a Inglaterra prolongava-se desde 1337. Em 1420, Henrique V e Carlos VI assinam o Tratado de Troyes, declarando que após a morte do seu rei a França pertencerá a Inglaterra. Porém, ambos os reis morrem e Henrique VI é o novo rei dos dois países, mas tem poucos meses de idade e Carlos (John Malkovich), o delfim da França, não deseja entregar a seu reino a uma criança. Assim, os ingleses invadem o país e ocupam Compiègne, Reims e Paris, com o rio Loire a deter o avanço dos invasores. Carlos foge para Chinon, mas ele deseja realmente ir para Reims, onde por tradição os soberanos franceses são coroados, mas como os ingleses a dominarem a região, isto torna-se um problema. Até que surge Joana que, além de se intitular a “Donzela de Lorraine” tinha uma determinação inabalável e dizia que estava numa missão divina, para libertar a França dos ingleses. Desesperado por uma solução, o delfim resolve dar-lhe um exército, com o qual ela recupera Reims, onde o delfim é coroado Carlos VII. Mas se para ele os problemas tinham acabado, para Joana seria o início do seu fim.



Fonte: Internet.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Aletria - Encantando o mundo com histórias...

Aletria: letras com alegria

O Instituto Cultural Aletria, fundado em junho de 2005, tem o objetivo de preservar a arte de contar histórias, principalmente propagando a tradição oral no Brasil.
É Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Contadores de Histórias e promove cursos, seminários e outros eventos culturais e literários nas áreas de cinema, criatividade, contação de histórias e produção de textos.
O foco sempre são as histórias das pessoas, das tradições, das cidades, dos povos, da culinária, das ciências, das artes, dos costumes e dos objetos.
A Aletria é ainda Editora e Produtora Cultural.
O Instituto Cultural Aletria tem seu foco na tradição oral pois acredita que a preservação de histórias, lendas, “causos”, usos e costumes através da palavra encantada dos narradores fundamenta e fortalece a identidade cultural mais profunda de um povo.

O Instituto Cultural funciona na rua São Domingos do Prata, 697, Santo Antônio, em Belo Horizonte, Minas Gerais, CEP 30330-110. Informações pelo telefone (31) 3296-7903

Saiba mais...

Assista ao vídeo institucional

quinta-feira, 27 de maio de 2010

A força da obra de Oscar Wilde...



















Porque falar de Oscar Wilde justamente hoje?
Porque no dia 27 de maio de 1895, Oscar Wilde foi condenado a dois anos de prisão, com trabalhos forçados, ao ser considerado culpado por práticas homossexuais.

"Sou o amor que não ousa dizer o nome."

"Ao lermos a obra de Oscar Wild, percebemos sua força e como ela penetra dentro de nós, alertando-nos para a hipocrisia de uma sociedade, que teima em nunca desaparecer…"

É por isso que Oscar Wilde permanece como uma referência até hoje.
O problema básico da inadaptação social de Oscar foi o fato de ter nascido no momento mais preconceituoso e rígido da História da Inglaterra: o final da era vitoriana.
Naquele contexto tudo era determinado por regras rígidas.
Existiam parâmetros de comportamento, vestuário, atitude, ética, arte e literatura.
E coitados dos que ousassem violar as normas! 

Wilde fazia um estilo marcante com longos cabelos, vestimentas de dândi e paletós sempre ornados com flores.
Ao mesmo tempo, a mente brilhante era influenciada pelas doutrinas de John Ruskin, escritor, crítico de arte e sociólogo, que pregava "a importância da beleza, a dignidade do trabalho e a feiúra das máquinas" e do epicurista Walter Pater, criador do movimento conhecido como "a arte pela arte", de forte apelo hedonista. 

Mudou-se para Londres e começou a ter uma agitada vida social.
Ali, o conservadorismo vigente não deixou passar em branco suas extravagâncias nos quesitos vestimenta e atitude. 

Wilde não se conformou.
Ousou, rompeu com o paradigma, desafiou, perdeu a reputação, enfrentou dificuldades e incompreensões, foi banido de sua terra, caiu em desgraça perante seu círculo pessoal e o mundo literário da época.
Morreu longe de casa, sem nunca mais ver os filhos e passou a ser obrigado a usar um nome falso.
Tudo isso e mais uma condenação a dois anos de trabalhos forçados na prisão de Reading pelo "crime" de ser homossexual. 

Vinte anos tiveram que passar para que seu gênio pudesse ser reconhecido e uma fama triunfal tomasse o lugar do desprezo e do escárnio.















Oscar Fingal O'Flahertie Wills Wilde, nasceu em Dublin em 16 de outubro de 1854, filho de um oftalmologista renomado e de uma intelectual engajada na luta pela independência da Irlanda.
De formação familiar protestante, estudou na Portora Royal School, no Trinity College de Dublin e complementou sua educação na Universidade de Oxford, onde se filiou à Loja Maçônica ali existente. 

Em 1876, mesmo ano do falecimento de seu pai, começa a escrever poesia a sério e muitos de seus trabalhos são publicados na Irlanda. 

Em 1878, terminou os estudos superiores, já sendo vencedor do prêmio literário Newdigate (Oxford), com o poema Ravenna.
Ravenna, cidade no litoral norte da Itália, que foi a sua melhor recordação de uma viagem de férias, feita três anos antes, em companhia de amigos. Leia mais...

ALGUMAS CITAÇÕES DE OSCAR WILDE

-“O mistério do amor é maior que o mistério da morte”.

-“O homem pode suportar as desgraças, elas são acidentais e vêm de fora: o que realmente dói, na vida, é sofrer pelas próprias culpas”.

-“Todo o mundo sabe compadecer o sofrimento de um amigo, mas é preciso ter uma alma realmente bonita para se apreciar o sucesso de um amigo”.

-“O egoísmo não consiste em vivermos os nossos desejos, mas sim em exigirmos que os outros vivam da forma como nós gostaríamos. O altruísmo consiste em deixarmos todo o mundo viver do jeito que bem quiser”.

-“Um homem que não tem pensamentos individuais é um homem que não pensa”.

-“Hoje em dia tendemos a considerar a vida como uma investigação teórica, mas ela não é uma investigação: é um sacramento; o ideal dela é o amor, sua purificação é o sacrifício”.

Fonte: Oscar Wilde
Bianca de Moura Wild. Leia mais...

terça-feira, 25 de maio de 2010

Pequenas sugestões, sementes especiais plantadas aqui no "meu jardim"...

Como administradora que sou, não fujo a regra e procuro sempre administrar o meu tempo da melhor forma possível.
Muitas vezes, com um tempinho livre, passeando pela internet, não raro, me vejo buscando e lendo artigos que possam trazer-me coisas novas, idéias criativas ou simplesmente palavras que venham somar.
Recomendo o Portal da administração, não só para administradores, mas para qualquer um, que como eu, busca sempre ampliar seus conhecimentos, para ampliar as suas possibilidades.
Abaixo, dois artigos que eu li por lá, adorei e resolvi divulgar aqui no "meu jardim", com os devidos créditos….


Lucia Faria

Como você administra sua carreira?

artigo do palestrante Carlos Hilsdorf sobre Gestão de Carreira

Para construir uma carreira de sucesso você precisará ser ao mesmo tempo um cientista e um artista.

Arte e ciência têm em comum o fato de nunca estarem satisfeitas, e de serem ambas, exposições imprecisas da realidade.

Talvez cause estranhamento ler que a ciência é uma exposição imprecisa da realidade, mas basta lembrar que a ciência de hoje é exatamente a superação e muitas vezes a negação da ciência de ontem!

Enquanto a ciência é conhecimento organizado, a arte corresponde à técnica da obtenção do "memorável".
A ciência interpreta a realidade com base em fórmulas e a arte a "retrata" com símbolos.

O que ciência e arte têm em comum com gestão de carreira?

Tudo!
Leia mais…

6 Perguntas que os líderes devem estar preparados para responder

Por Alessandra Assad

1 - Com o que nos comprometeremos?
2 - Qual deveria ser a nossa marca/personalidade?
3 - O que queremos que os nossos clientes digam de fazerem negócios conosco?
4 - Como sabemos que isso será valorizado?
5 - O que estamos dispostos a investir para fazer com que isso dê certo?
6 - Queremos tentar atender às necessidades de toda a nossa clientela ou temos um segmento específico de clientes a que nos dedicar e que está pronto para pagar por um processo de interação classe mundial?

Outro dia eu fui fazer exames de rotina em um laboratório e não encontrei vaga para estacionar o meu carro.
Baixei o vidro e perguntei para o "guardador de carros" se ele achava que ia demorar muito para eu conseguir uma vaga. Imediatamente ele apontou para uma vazia, onde tinha uma placa "reservado para a Diretoria" e disse que eu poderia estacionar lá.
Desconfiada, eu questionei: "E se alguém da Diretoria chegar?".
Ele respondeu: "Ficarão felizes em saber que a vaga foi ocupada por um cliente.
Somos uma empresa voltada para o cliente".
Leia mais…

Fonte: Administradores.com.br – O Portal da administração

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Dia Nacional da Liberdade de Impostos 2010

Li esse artigo do Diogo Costa, achei muito bacana e resolvi ajudar a divulgar...

Amanhã, dia 25 de maio, postos de gasolina de Rio, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre e Vitória venderão gasolina pela metade do preço.
O evento tem como objetivo conscientizar a população sobre os impostos embutidos em todos os produtos e serviços.


Com o propósito de evidenciar para a população a excessiva carga tributária brasileira, amanhã, dia 25 de maio, será realizado o “Dia da Liberdade de Impostos”.
Em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Brasília e Vitória, a gasolina será vendida em postos de gasolina selecionados por praticamente metade do preço.
A campanha ocorre da seguinte forma: faz-se um acordo com postos de gasolina centrais na cidade para que a venda do combustível no dia seja feita sem o preço dos tributos.
As organizações promotoras do evento cobrem a diferença.
Todos os brasileiros, pobres ou ricos, direta ou indiretamente, pagam impostos, taxas e contribuições.
Levando em conta a carga tributária de 2009, os brasileiros precisam trabalhar 145 dias por ano apenas para pagar os tributos cobrados pelos governos de suas cidades, estados e do governo federal.
Apesar disso, a maioria da população não sabe exatamente o quanto paga de impostos.
Para chamar a atenção da opinião pública para a questão, o OrdemLivre.org e o Instituto Millenium, com apoio de outras 17 entidades (lista abaixo), realizaram em parceria no sábado passado, 22 de maio, o lançamento nacional do Dia da Liberdade de Impostos no Rio de Janeiro.
A população comprou gasolina sem o acréscimo dos tributos (impostos + contribuições), que somam 53,03% do valor do produto.
Os tributos foram pagos pelas entidades organizadoras.
A ação no Rio foi o lançamento do evento nacional, que será realizado amanhã por diversas entidades no país.
O 25 de maio é o dia exato em que, Segundo o Instituto Brasileiro de Pesquisas Tributárias, cada brasileiro deixa de trabalhar para o governo.
O objetivo principal do evento é alertar a população para o peso da carga tributária sobre a sociedade.
Segundo pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), brasileiros que recebem até dois salários mínimos gastam a metade (aproximadamente 54%) do seu salário somente para pagar impostos embutidos.
Um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário mostrou que da década de 1970 até hoje a sociedade brasileira trabalha mais dias para sustentar o governo.

Organizações Envolvidas:

OrdemLivre.org, Instituto Millenium, Associação da Classe Média (ACLAME), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Confederação dos Jovens Empresários (CONAJE), Instituto de Estudos Empresariais (IEE), Instituto Liberdade, Instituto Mises Brasil, Movimento Endireita Brasil, FECAJE – Federação Capixaba de Jovens Empreendedores, CINDES-JOVEM, CREA-JR, CJA, AJA, ALIANÇA, FINDES – Federação das Industrias do Espírito Santo, Transparência Capixaba Jovem, JCI e YABT.

Cidades onde serão realizadas amanhã o Dia da Liberdade de Impostos

São Paulo (SP) – Dia da Liberdade de Impostos

Objetivo: venda de 6 mil litros de gasolina sem o valor dos tributos (impostos + contribuições), que serão pagos pelas entidades organizadoras.

Data: 25 de maio de 2010 (terça-feira).

Local: Posto Ipiranga, Centro Automotivo Central da Perdizes

Endereço: Avenida Sumaré, travessa da Rua Dr Franco Rocha, 664, Sumaré

Horário: Abastecimento a partir das 9h, por ordem de chegada.

Pagamento: Apenas dinheiro.

Observação: Para dar oportunidade para mais pessoas, cada veículo poderá colocar no máximo 30 litros.

Realização: Instituto Mises Brasil e Movimento Endireita Brasil

Apoio: Associação da Classe Média – ACLAME, Câmara de Dirigentes Lojistas – CDL, Confederação dos Jovens Empresários – CONAJE, Instituto de Estudos Empresariais – IEE, Instituto Liberdade, Instituto Millenium e OrdemLivre.org

Brasília (DF) – Dia da Liberdade de Impostos

Objetivo: venda de 10 mil litros de gasolina sem o valor dos tributos (impostos + contribuições), os quais serão pagos pelo posto patrocinador

Data: 25 de maio de 2010 (terça feira).

Local: Posto Jarjour (Asa Norte)

Endereço: Eixinho de baixo norte, altura 208 norte

Horário: A partir das 6h da manhã.

Pagamento: Apenas dinheiro.

Observação: Para dar oportunidade para mais pessoas, cada senha dará direito a somente 30 litros.

Realização: Câmara de Dirigentes lojistas jovens do Distrito Federal

Apoio: CDL-DF

Contato: Samuel Torres de Vasconcelos – Presidente CDL Jovem-DF – (61) 3218-1505/ 8151-7856.

Porto Alegre (PoA) -Dia da Liberdade de Impostos

Objetivo: venda de 5 mil litros de gasolina sem o valor dos tributos (impostos + contribuições), os quais serão pagos pelo posto patrocinador

Data: 25 de maio de 2010 (terça feira).

Local: Posto Firense

Endereço: Rua Santana 345,

Horário: A partir das 9h da manhã (senhas) e 10h (abastecimento)

Pagamento: Apenas dinheiro.

Observação: Para dar oportunidade para mais pessoas, cada senha dará direito a somente 20 litros.

Realização: ACLAME e Instituto Liberdade

Apoio: Instituto Millenium e OrdemLivre.org

Vitória (ES) – Dia da Liberdade de Impostos

Objetivo: carreata pelas ruas da capital. Cada carro representará um tributo distinto. A carreata vai terminar no posto de gasolina onde serão vendidos 10 mil litros de gasolina sem o valor dos tributos (impostos + contribuições), que serão pagos pelas entidades organizadoras.

Data: 22 de maio de 2010 (sábado).

Local: Posto de Combustíveis PA Ltda – Posto Enseada (Rede Ipiranga)

Endereço do Posto: Av. Nossa Senhora dos Navegantes, 220. Enseada do Suá.

Endereço onde vai começar a carreata: Sambão do Povo.

Horário: 9h (carreata). O abastecimento vai começar com a chegada dos carros da carreata.

Pagamento: Apenas em dinheiro.

Observação: a fila para abastecimento vai começar após o abastecimento dos carros participantes da carreata. Serão 30 litros por carro.

Realização: FECAJE – Federação Capixaba de Jovens Empreendedores

Apoio: CINDES-JOVEM, CREA-JR, CJA, AJA, ALIANÇA, CONAJE – Confederação dos Jovens Empresários, FINDES – Federação das Industrias do Espirito Santo, Transparencia Capixaba Jovem. Outras entidades ainda deverão entrar.

Patrocinadores: Rede Ipiranga; SINVEPES – Sind. do Comercio varejista de Veiculos, peças e acessorios para carros do Espirito Santo; CINDES – Centro das Industrias do Espirito Santo, Instituto Millenium e OrdemLivre.org.

Belo Horizonte (BH) – Dia da Liberdade de Impostos

Objetivo: venda de 5 mil litros de gasolina sem o valor dos tributos (impostos + contribuições), que serão pagos pelo posto patrocinador

Data: 25 de maio de 2010 (terça-feira).

Local: Posto Albatroz

Endereço: Av. Afonso Pena

Horário: A partir das 9h da manhã (senhas) e 10h (abastecimento)

Pagamento: Apenas em dinheiro.

Observação: Para dar oportunidade para mais pessoas, cada senha dará direito a somente 30 litros.

Realização: CDL de Belo Horizonte

Apoio: Instituto Millenium e OrdemLivre.org

Fonte: OrdemLivre.org

sábado, 22 de maio de 2010

"Rio", de Carlos Saldanha, contará a história de uma arara brasileira...


Teaser trailer da nova animação do diretor brasileiro Carlos Saldanha, famoso pelo seu trabalho em sucessos como Robôs e a trilogia A Era do Gelo.


O filme, produzido pela 20th Century Fox em parceria com o Blue Sky Studios, conta a história de uma arara azul que migra do interior do Estado do Minnesota, onde vive confortavelmente, e parte para o Rio de Janeiro, onde esbarra em redes de vôlei, homens sem camisa, mulheres popozudas e voos de asa delta.

"Blu, uma arara azul que é criada nos EUA e sempre achou que fosse a única de sua espécie, ao descobrir que existe uma fêmea igual a ele no Rio de Janeiro, parte para o Brasil à sua busca.

As vozes foram dubladas por Anne Hathaway, Rodrigo Santoro e Neil Patrick Harris.
A produção será de Chris Jenkins e Bruce Anderson e estreia está marcada para 8 de abril de 2011.

"Sou apaixonado por pássaros, sempre tive vontade de fazer uma animação com eles", diz o diretor.
"Teremos humanos, que é uma coisa que nunca fizemos em grande escala.
Vamos ter que criar uma cidade que já existe, com pontos turísticos, praia, até uma escola de samba.
Tecnicamente, vai ser um desafio tremendo."
Saldanha diz que o desenho "vai ter muita música".
"Já estou trabalhando com o Sergio Mendes, ele vai ser nosso guru musical", diz o diretor, que reconhece certa semelhança temática com o curta "Alô, Amigos" (1942), da Disney, no qual Zé Carioca apresenta o Rio.

Fonte: Internet.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Giuseppe Verdi























Giuseppe Verdi nasceu em 10 de outubro de 1813 em Roncole di Busseto, província de Parma.
O pai, Carlo Verdi, era um taberneiro, a mãe trabalhava como fiadora.
Até aos quatro anos, o padre dá-lhe lições de música e aos sete anos o pai oferece-lhe um pequeno piano com a qual começa a exercitar-se.
Aos nove anos já começaria a compor.
Em 1813, muda-se para a casa de António Barresi, comerciante e musicólogo de Busseto.
Era muito amigo da família Verdi e do pequeno Giuseppe, a quem oferece a oportunidade de desenvolver o seu talento, mediante ajuda econômica.
Ali conhece Margherita, filha de Barezzi, a quem dá lições de piano e canto.
A localidade de Busseto torna-se pequena para Verdi e em 1832 muda-se para Milão, onde se apresenta no Conservatório. Curiosamente, não é aceito porque ainda não tem a idade de admissão.
Contudo, Verdi volta a tentar novamente, um pouco mais tarde.

Em 1836 casa-se com Margherita, a filha de Barezzi.
Em 1837 nasce a sua primeira filha Virgínia e um ano depois nasce Icilio.
Entretanto, Verdi começa a desenvolver a sua carreira de compositor, orientada para o teatro e ópera.
Este foi o motivo pelo qual se mudaram para Milão em fevereiro de 1839.
Apresenta no La Scala de Milán a obra Oberto, obtendo um sucesso interessante.
A morte imprevista da sua esposa Margherita em 1940 e sucessivamente dos seus filhos Virginia e Icilio marcaram-no para toda a sua vida.
Profundamente entristecido, não se deprime e será nesse periodo que compõe uma ópera cómica chamada "Um dia de reinado" - Un giorno di regno, mas não tem êxito algum.
Desiludido, Verdi pensa em abandonar a música para sempre, mas dois anos mais tarde, em 1842, obteria um grande sucesso com a sua obra Nabucco.
Durante os 10 anos seguintes, compõe 16 óperas, com uma média de uma em cada oito meses.
Até que em março de 1853 compõe a Traviata.
Este foi o período mais produtivo da sua vida. 

Sempre nesse período, consolidará a sua relação com a soprano Giuseppina Strepponi.
Em 1847 viaja entre Paris e Londres para representar o seu grande êxito I masnadieri .

Em 1948 muda-se para Paris, onde vive com Strepponi.
A veia criativa é muito fecunda, a tal ponto que de 1851 até 1853 compõe a célebre "Trilogia popolare".
Famosa pelos três títulos fundamentais que a compõem: Rigoletto, Trovatore e Traviata, aos quais se junta I vespri siciliani.
O êxito deste trabalho é enorme.
Verdi alcança uma grande fama.
Muda-se com Strepponi para Sant'Agata em Busseto, donde passará grande parte do seu tempo.
Em 1857 apresenta Simon Boccanegra e em 1859 Um ballo in Maschera.
Nesse mesmo ano casaria com Giuseppina Strepponi.

Giuseppina Strepponi, segunda mulher de Verdi.
















Desde 1861 a sua vida artística une-se à política.
É eleito deputado ao primeiro Parlamento italiano em 1874 e será proclamado senador.
Nesses anos compõe La forza del destino, Aida, e a Messa de Requiem, escrita pensando nas celebrações de Alessandro Manzoni.
Incrivelmente, em 1887, e já com a idade de oitenta anos, compõe Otello, comparando-se com Shakespeare.
Em 1993, com a ópera cómica Falstaff despediu-se do teatro em Sant'Agata.
Morre em 27 de janeiro de 1901, no Hotel de Milão.

Roncole Verdi

A localidade

Roncole Verdi é uma localidade famosa para os amantes da música clássica italiana.
Trata-se de um território pertencente ao concelho de Busseto, na província de Parma, onde nasceu Giuseppe Verdi (1813-1901).

A casa natal de Verdi

Na praça Guareschi em Roncole está a casa natal de Verdi, a qual foi conservada nas mesmas condições que em 1813.
O prédio considerado um símbolo "verdiano", foi recentemente restaurado e mobiliado com móveis originais e réplicas, com o fim de recriar uma atmosfera dessa época histórica.
Os horários de visita da casa natal de Verdi são os seguintes:
Verão: 9:00 - 12:00, 15:00 - 19:00
Inverno: 9.30 - 12:00, 14.30 - 17:00
Fechada às Segundas-feiras e feriados.

A igreja de São Miguel

Outro local "verdiano" é a igreja de São Miguel, com uma estrutura original dos séculos XVI-XVII.
Ao longo dos séculos, sofreu certas modificações arquitetônicas.
Os trabalhos de restauração revelaram a existência de afrescos de artistas de Emilia dos séculos XV-XVI, em cada uma das três naves da estrutura.
Como nota curiosa, no interior da igreja conserva-se ainda a pia onde foi batizado Giuseppi Verdi, além do órgão de música no qual praticava quando tinha 10 anos, sob a supervisão do pároco.

Fonte: Casa da Ópera.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

La Traviata de Guiseppe Verdi em BH...

A Fundação Clóvis Salgado abriu no dia 18 de maio, a Temporada de Óperas 2010 com a primeira ópera apresentada no Grande Teatro do Palácio das Artes: La Traviata, de Giuseppe Verdi.
Para dar vida à história de Violetta Valery e Alfredo Germont, entram em cena a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Coral Lírico de Minas Gerais e solistas convidados.
A montagem tem direção musical e regência de Roberto Tibiriçá, maestro titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.
A concepção e direção de cena estão a cargo do italiano Mario Corradi e os cenários e figurinos são assinados por Raul Belém Machado.
A coreografia é de Rodrigo Giése, o design de iluminação, de Telma Fernandes e a caracterização e maquiagem de Regina Mahia.
Os amantes de ópera terão a oportunidade de conferirem as récitas de La Traviata com dois elencos distintos:

Nos dias 18, 22 e 26.05: Rosana Lamosa, Martin Muehle, Licio Bruno.
Nos dias 23, 25 e 27.05: Elizeth Gomes, Marcos Paulo, Luiz Gaeta.

Os ingressos custam R$ 50,00 (Plateia I), R$ 40,00 (Plateia II) e R$ 30,00 (Plateia Superior), com meia entrada conforme a lei. No dia 25 de maio, os ingressos estarão a venda a R$ 10,00, em qualquer lugar do teatro, para esta data, a venda dos bilhetes será feita somente nos dias 24 e 25.

Exposição

A montagem será acompanhada de uma grande exposição no Foyer do Grande Teatro.
Foram instalados 11 painéis de 6m de altura para contar ao público a história da ópera, já apresentada no Palácio das Artes em 1971, ano de inauguração do teatro; e em 1998, após o incêndio que destruiu parte do espaço.
O público poderá ver ainda figurinos destas montagens e mais de 40 croquis e amostras de tecidos utilizados por Raul Belém Machado no espetáculo de 1998.
Também estarão expostos no Foyer recortes de jornais antigos, cartazes e diversos outros materiais informativos sobre a mais amada ópera de Verdi. Para a exposição, a entrada é franca.

A Montagem

A montagem possui quatro atos e é baseada no romance A Dama das Camélias, de Alexandre Dumas Filho.
A personagem principal, Violetta Valery, era uma cortesã que vivia em Paris na primeira metade do século XIX.
Em uma de suas festas, Alfredo Germont se declara apaixonado por Violetta e pouco depois, a cortesã abandona a capital francesa para viver e dedicar-se somente a este amor.
A vida do casal, perturbada por intrigas dos criados e da própria família de Alfredo, passa por diversos encontros e desencontros que mudam, tragicamente, o rumo da história.

Classificação etária: 08 anos
Inf.: (31) 3236-7400

Fonte: Internet.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Deixe de ser “um” profissional para ser “o” profissional...


Li esse texto, adorei e resolvi publicar.
Parabéns Renato...


Uma vez em que grande parte dos candidatos possui as condições mínimas e obrigatórias em uma seleção, o que leva o gestor a escolher entre um e outro?

Por Renato Grinberg (www.administradores.com.br)

Em nosso país 1,7 milhão de pessoas economicamente ativas estão desempregadas nas regiões metropolitanas, onde o IBGE faz a medição de seus índices.
Com tantos concorrentes assim, a pergunta que fica no ar é como destacar-se no mercado para conseguir a tão almejada oportunidade de emprego?
Uma vez em que grande parte dos candidatos possui as condições mínimas e obrigatórias, o que leva o gestor a escolher entre um e outro?
Para essa tarefa, geralmente, o recrutador vai além da seleção objetiva e passa a analisar os diferenciais de cada pessoa.
Isso implica dizer que a empresa está interessada também nas características comportamentais deste futuro profissional, buscando encontrar no processo seletivo atos que revelem detalhes sobre sua maneira de agir e pensar.
Entre os aspectos mais avaliados em uma seletiva estão a capacidade de desenvolver trabalhos em equipe, o interesse em manter relacionamentos interpessoais harmoniosos, autoconfiança, competências para ser um bom líder e promover ações que demonstrem proatividade.
Se você possui todas essas características, além de outras positivas, parabéns!
Provavelmente, estará um passo à frente dos demais interessados na vaga, mas precisa saber comunicar isso ao avaliador.
Caso se considere frágil em um determinado ponto importante para o desenvolvimento de sua carreira, não entre em crise.
Nunca é tarde para promover o crescimento pessoal e reconhecer seus pontos fracos é o primeiro passo para a criação de um bom planejamento de recuperação.
Esse tipo de análise pode ser feita de diversas maneiras. Uma delas é o método de perguntas e respostas, comum na grande maioria das entrevistas, para que você diga quais são suas características positivas e as que precisa melhorar. Neste caso, não será avaliado apenas a sua resposta, mas a sinceridade transmitida e sua explicação.
Outro forma de desvendar o comportamento do candidato é a dinâmica de grupo, muito utilizada para avaliar a maneira de agir das pessoas em uma determinada situação.
É neste momento que sua personalidade virá à tona e, por isso, mantenha a calma e saiba mostrar o melhor de si.
Os projetos pessoais também servem como fonte para a conclusão do recrutador.
A realização de trabalhos temporários ou voluntários é um importante indicador sobre o perfil do candidato.
Mas lembre-se: caso esse tema não faça parte da entrevista, ele poderá passar despercebido.
Sendo assim, aproveite a melhor oportunidade e apresente suas ações em prol do outro e da sociedade.
Atualmente, ao contrário do que muitos pensam, as experiências anteriores não são o ponto mais importante para a tomada de decisão.
Muitas vezes, dependendo do cargo e das tarefas a serem cumpridas é mais válido contratar alguém que não tenha tido contato com a área, mas que, por exemplo, demonstre vontade de trabalhar e boa capacidade de aprender, ou seja, que apresente as características comportamentais desejadas pela empresa.
Caso queira conquistar uma nova oportunidade de emprego, avalie todas essas questões e reflita quais são seus pontos positivos e o que ainda precisa desenvolver.
Como qualquer empresa que deseja se manter bem sucedida no mercado onde atua jamais deixa de buscar a excelência para continuar na frente da concorrência, você também deve sempre buscar seu aprimoramento pessoal e profissional.


Renato Grinberg é diretor Geral do portal de empregos Trabalhando.com.br e especialista em carreiras e mercado de trabalho.
Grinberg desenvolveu sólida carreira internacional, tendo trabalhado em empresas como a Sony Pictures e a Warner Bros., nos EUA.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Paulinho Pedra Azul - Noite sem luar...

Hoje eu só quero escutar o Paulinho cantar Godofredo Guedes e sorrir feliz!
Mais nada...

segunda-feira, 17 de maio de 2010

17 DE MAIO - DIA MUNDIAL DA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO...

Na era da revolução tecnológica é preciso estar ligado...



















"Na era da revolução tecnológica, a informação e o conhecimento são elementos fundamentais na produção e distribuição da riqueza dentro da nova econômia.
O acesso à informação e ao conhecimento é essencial se pretendermos vencer a fome, proteger o meio ambiente e alcançar novos patamares de desenvolvimento humano."


O Dia Mundial da Sociedade da Informação foi instituído no dia 17 de Maio por resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas, dando sequência ao encontro da Cúpula Mundial sobre a Sociedade da Informação, ocorrido em Túnis, em 2005.
O dia era anteriormente conhecido como Dia Mundial das Telecomunicações, para comemorar a fundação da União Internacional de Telecomunicações, ocorrida em 17 de Maio de 1865.
O primeiro Dia Mundial da Sociedade da Informação foi comemorado em 17 de maio de 2006.
Portanto, desde 2006, países do mundo inteiro celebram, na data de 17 de maio, o Dia Internacional da Sociedade da Informação.
Esta data marca também a fundação da União Internacional de Telecomunicações (UIT), que ocorreu em 17 de Maio de 1865 em Paris e que se tornou, desde 1947, o órgão das Nações Unidas especializado nas Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs).
O intuito da Cúpula mundial é de criar uma sociedade da informação aberta a todos, inclusiva, centrada nas pessoas, baseada no conhecimento, e orientada para o desenvolvimento humano.
As tecnologias de informação e comunicação apresentam vantagens notórias, possibilitando e democratizando o acesso ao conhecimento, reduzindo custos, incluindo pessoas, oferecendo novas oportunidades, e aumentando a eficiência econômica.
O principal objetivo do dia é chamar a atenção de todo o mundo para as mudanças da sociedade proporcionada pela Internet e pelas novas tecnologias.
A data também tem como objetivo ajudar a reduzir a exclusão digital.
O Dia Internacional da Sociedade da Informação é, portanto, um momento de reflexão e debate sobre as necessidades e os caminhos para diminuir as desigualdades entre os povos e as regiões no que se refere ao acesso, produção, gerenciamento e disseminação do Conhecimento e suas tecnologias no mundo contemporâneo.

Fonte: Internet e Wikipédia.

domingo, 16 de maio de 2010

O Exílio da Família Real...

Princesa Isabel, 1875.























Em 9 de novembro de 1889, poucos dias antes do golpe militar que instaurou a República no Brasil, a família imperial compareceu ao Baile da Ilha Fiscal, o último da monarquia:

"Dançou-se muito no baile da Ilha Fiscal, mas o que os convidados não imaginavam, nem o imperador D. Pedro II, é que se dançava sobre um vulcão.
À mesma hora em que se acendiam as luzes do palacete para receber os milhares de convidados engalanados, os republicanos reuniam-se no Clube Militar, presididos pelo tenente-coronel Benjamin Constant, para maquinar a queda do Império.
"Mais do que nunca, preciso sejam-me dados plenos poderes para tirar a classe militar de um estado de coisas incompatível com sua honra e sua dignidade", discursou Constant na ocasião, tendo como alvo justamente o Visconde de Ouro Preto.
Longe dali, ao lado da família imperial, o visconde desmanchava-se em sorrisos ao comandar seu suntuoso festim.
A família imperial chegou ao cais pouco antes das 10 horas.
D. Pedro II, fardado de almirante, a imperatriz Teresa Cristina e o príncipe D. Pedro Augusto embarcaram primeiro.
Quinze minutos depois foi a vez da princesa Isabel e do conde D'Eu. Uma vez no palácio, foram conduzidos a um salão em separado, onde já se achavam reunidos membros do corpo diplomático estrangeiro oficiais e alguns eleitos da sociedade carioca.
O guarda-roupa da imperatriz não chegou a causar impressão especial entre os convidados - um vestido de renda de chantilly preta, guarnecido de vidrilhos.
A toalete da princesa Isabel, no entanto, causou exclamações de admiração pelo luxo e pela beleza.
Ela portava uma roupa de moiré preta listada, tendo na frente um corpinho alto bordado a ouro.
Nos cabelos, carregava um diadema de brilhantes."


Na sequência, pouco mais de um ano depois de testemunhar o júbilo popular com a abolição da escravatura, Dona Isabel veria a monarquia no Brasil ser extinta.
Insuflados pelos radicais positivistas e apoiados pelos fazendeiros, os militares depuseram o gabinete do Visconde de Ouro Preto e instauraram uma ditadura republicana.
O livro "Barão de Santo Angelo, O Espírita da Corte" (Editora Lorenz) analisa as motivações do golpe republicano e traz informações importantes sobre as revoltas e ressentimentos pessoais do líder Benjamin Constant contra o Monarca, fator considerado decisivo para a realização da quartelada que ensejou a proclamação a República.
Os chamados "ideais republicanos", na verdade, constituiriam um simples pano de fundo para justificar a insurreição que mudou a forma de Governo em 1889.
Dona Isabel, com 43 anos de idade, seguiu com sua família para o exílio, na madrugada de 17 de novembro de 1889, depois de ter sido expedida, na véspera, uma intimação pelo Major Frederico Solón, o mesmo que houvera espalhado a calúnia, na Rua do Ouvidor, de que Dom Pedro II decretara a prisão de Deodoro e Benjamin Constant, notícia falsa que precipitou o golpe, com a cavalaria na rua.
A madrugada do embarque para o exílio era chuvosa e o mar estava revolto com graves riscos para as embarcações.
Dom Pedro II sofria uma crise aguda do diabetes e embarcou, com dificuldade, amparado por seu médico particular, o Dr. Mota Maia, que com ele seguiu viagem.
Foi nesse contexto dramático que a família real rumou para o exílio sem volta, depois de quase meio século de um Governo de paz e prosperidade, reconhecido pelos historiadores.
Segundo suas próprias palavras, Isabel deixou a pátria aos soluços, sob as ordens e intimações do tenente-coronel João Nepomuceno Mallet, que mais tarde iria insurgir-se contra o proprio Governo republicano que ele ajudou a instalar.
Não faltou quem quisesse reagir, como foi o caso do Almirante Tamandaré, mas Dom Pedro II recusou qualquer reação e pacificamente deixou o território nacional, para entrar na História.
E o Brasil inaugurou a República sob forte crise, com fechamento do Congresso, banimentos, censura à imprensa, perseguição de jornalistas, autoritarismos.
A inflação disparou e a economia entrou em crise.
E assim foi praticamente durante toda a primeira década de República.
Os temores expressos na carta de três meses antes se confirmaram antes de que fosse possível legar aos negros libertos sua cota de justiça.
D. Pedro II morreu em Paris, em 5 de dezembro de 1891, e ela passou a ser considerada pelos monarquistas imperatriz de jure do Brasil - D. Isabel I.
Apesar da dor do exílio Dona Isabel teve uma velhice tranquila, instalada no castelo da família em Eu, na Normandia, propriedade de Gastão de Orléans (Castelo D'Eu).
Rodeada pelos filhos e netos fez de sua casa uma embaixada informal do Brasil.
Recebia brasileiros de passagem, ajudou o jovem Alberto Santos-Dumont quando desenvolvia suas invenções.
Passou os últimos anos da vida com dificuldades de locomoção.
Em 1920 teve a felicidade de saber que a lei que bania a Família Imperial do Brasil havia sido revogada pelo Presidente Epitácio Pessoa.

Fonte: Wikipédia.

sábado, 15 de maio de 2010

A Princesa Redentora...

"Mil tronos eu tivesse, mil tronos eu daria para libertar os escravos do Brasil" - Princesa Isabel...

O Juramento da Princesa Imperial Dona Isabel, como regente do Império do Brasil.
















"Isabel Cristina comemorou seu aniversário de 39 anos, em 1885, com uma solenidade no Paço Municipal da capital, o Rio de Janeiro.
Sentada, tendo a seu lado o marido, foi a estrela da cerimônia em que diversos escravos foram alforriados.
Conforme os nomes dos beneficiados eram anunciados pelo vice-presidente da Câmara, João Florentino Meira de Vasconcellos, eles seguiam para receber seus certificados de libertação das mãos de Isabel.
Cada ex-escravo curvava-se e, em sinal de respeito e gratidão, dava um beijo na mão da aniversariante.
A relação de afeto entre a mulher e os negros começava a ser demonstrada publicamente."


Em 30 de junho de 1887 assumiu a regência do império pela terceira vez, pois seu pai fora obrigado a afastar-se para tratamento de saúde na Europa.
A abolição provocava grande oposição entre os fazendeiros escravocratas.
Poderosos, esses escravocratas infundiram na opinião pública, através do Parlamento e da imprensa, a ideia de que a abolição da escravidão seria a bancarrota econômica do império, pois as prósperas fazendas de café e açúcar do Brasil de então eram todas elas, regadas com o suor do escravo.
O negro era contado, medido e pesado e os juristas dos escravocratas criaram a tese jurídica de que o escravo era "propriedade" do senhor de engenho e, portanto, estavam sob amparo da Constituição, que garantia o "direito de propriedade".
Eram tensas as relações entre a Regente e o Gabinete ministerial conservador.
A Princesa aliava-se ao movimento popular, enquanto o Barão de Cotegipe defendia a manutenção da escravidão. Aproveitando-se da oportunidade oferecida por um incidente de rua, Isabel demitiu o ministério e nomeou o conselheiro João Alfredo, demonstrando determinação política e convicção do que considerava o melhor para o País, pois o Brasil foi a última Nação do ocidente a abolir a escravidão.
Na Fala do Trono, de 1888, Isabel dissera com o coração jubiloso: "confio em que não hesitarei de apagar do direito pátrio a única exceção que nele figura..."
O Conde D'Eu, marido de Isabel, ainda lhe advertiu: "não assine, Isabel, pode ser o fim da Monarquia."
Mas a Princesa estava determinada e respondeu prontamente ao marido: "É agora, ou nunca!"
Afinal, a escravidão, que tanto envergonhara a raça humana no Brasil, já durava, em 1888, três séculos, vitimando 12 milhões de negros africanos.
Estava aberto o caminho para a liberdade dos escravos no império.
Em 13 de maio de 1888, num domingo, aconteceram as últimas votações de um projeto de abolição total.
Certa da vitória, a regente desceu de Petrópolis, cidade serrana, para aguardar no Paço Imperial o momento de assinar a Lei Áurea.
Usou uma pena de ouro especialmente confeccionada para a ocasião, recebendo a aclamação do povo do Rio de Janeiro.
O Jornal da Tarde, de 15 de maio de 1888, noticiou que "o povo que se aglomerava em frente do Paço, ao saber que já estava sancionada a grande Lei, chamou Sua Alteza, que aparecendo à janela, foi saudada por estrepitosos vivas."
As galerias do Paço estavam repletas e sob vivas e aplausos de uma multidão estimada em 10 mil pessoas, Isabel sancionou a Lei aprovada pelo Parlamento do Império.
O jornalista mulato José do Patrocínio, aliado da Coroa, invadiu o recinto sem que ninguém conseguisse detê-lo e atirou-se aos pés da Princesa Regente em prantos de gratidão.
Isabel dava provas, de que seu reino era, sim, deste mundo, contrariando a ironia do conselheiro Saraiva que afirmara justamente o contrário, zombando do sentimento profundamente cristão de Isabel.
A história há de fazer sempre justiça à "Princesa Redentora", título que lhe atribuiu José do Patrocínio, pois ela demonstrou no processo abolicionista firmeza, coragem e, sobretudo, nobre desapego ao cargo, o qual - lhe preveniram - haveria de ser dela tomado pela reação inevitável dos altos e egoísticos interesses escravocratas contrariados, tudo conforme relata o livro Dom Pedro II e a Princesa Isabel, da Editora Lorenz, onde consta memorável testemunho do nobre abolicionista Joaquim Nabuco:
"No dia em que a Princesa Imperial se decidiu ao seu grande golpe de humanidade, sabia tudo o que arriscava.
A raça que ia libertar não tinha para lhe dar senão o seu sangue e ela não o queria nunca para cimentar o trono de seu filho.
A classe proprietária ameaçava passar-se toda para a República, seu pai parecia estar moribundo em Milão, era provável a mudança de reino durante a crise e ela não hesitou: uma voz interior disse-lhe que um grande dever tem que ser cumprido, ou um grande sacrifício que ser aceito.
Se a Monarquia pudesse sobreviver à abolição, esta seria o apanágio. Se sucumbisse, seria o seu testamento..."
Em 28 de setembro o Papa Leão XIII lhe remeteu a comenda da Rosa de Ouro, como reconhecimento pela Abolição da Escravatura.
Essa comenda pontifícia simboliza o reconhecimento do Papa a algum feito notável e que mereça regozijo de toda a Igreja.
A Princesa Isabel foi a única personalidade brasileira a receber a Rosa de Ouro.
Os outros dois exemplares foram dedicados à Basílica de Nossa Senhora Aparecida pelos Papas Paulo VI (1965) e Bento XVI (2007).
Mas a elite cafeeira não aceitava a abolição.
Cotegipe, ao cumprimentar a princesa, vaticinou: "Vossa Alteza libertou uma raça, mas perdeu o trono".
Mas a Princesa não hesitou em responder: "Mil tronos eu tivesse, mil tronos eu daria para libertar os escravos do Brasil".
De pensamento arrojado para sua época, Dona Isabel era partidária de ideias modernas, como o sufrágio feminino e a reforma agrária.
Documentos recentemente descobertos revelam que a princesa estudou indenizar os ex-escravos com recursos do Banco Mauá.

Fonte: Wikipédia.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Princesa Isabel - A Redentora...


















Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Gonzaga de Bragança, a Princesa Isabel, nasceu no palácio de São Cristóvão, na cidade do Rio de Janeiro no ano de 1846.
Batizada na Capela Imperial no dia 15 de novembro de 1846 pelo bispo capelão-mor conde de Irajá, seu nome foi dado em homenagem à avó materna, a rainha de Nápoles.
Seus padrinhos de batismo foram o rei consorte Fernando II de Portugal e sua avó materna a rainha Isabel de Nápoles.
Tornou-se a herdeira do trono brasileiro, após a morte prematura do irmão mais velho.


Foi a terceira Chefe de Estado brasileira após sua avó Leopoldina e sua trisavó Dona Maria I.
Filha de D.Pedro II, passou para a história do Brasil como a responsável pela assinatura da Lei Áurea, que aboliu a escravidão no Brasil, em 13 de maio de 1888.


Por isso foi cognominada a Redentora.
Foi responsável também pela assinatura da Lei do Ventre Livre (1871), que estabeleceu liberdade aos filhos dos escravos a partir daquela data. 


Princesa Isabel era casada com um nobre francês, o Conde D’Eu. Ela assumiu a regência do trono do Brasil em três situações em que o imperador estava viajando.
Após o casamento com o príncipe Gastão de Orléans, o Conde D'Eu, ocorreu uma junção entre as Casas de Bragança e Orléans, originando o nome Orléans e Bragança, que foi passado, exclusivamente, aos descendentes de D. Isabel e Gastão de Orléans.
Também, por a princesa Isabel ter sido a herdeira do trono imperial brasileiro, os seus descendentes, os únicos detentores do sobrenome Orléans e Bragança, são os herdeiros da extinta coroa imperial do Brasil.
A princesa Isabel foi também a primeira senadora do Brasil, cargo a que tinha direito como herdeira do trono a partir dos 25 anos de idade, segundo a constituição do Império do Brasil de 1824.
Com a morte de seu pai, em 1891, tornou-se chefe da Casa Imperial do Brasil e a primeira na linha sucessória ao extinto trono imperial brasileiro, sendo considerada, de jure, Sua Majestade Imperial, Dona Isabel I, Por Graça de Deus, e Unânime Aclamação dos Povos, Imperadora Constitucional e Defensora Perpétua do Brasil.
Com o enfraquecimento da monarquia e o estado de saúde complicado do imperador, começou a receber muitas críticas e ataques de oposicionistas republicanos, que temiam a instauração de um terceiro reinado.
Por ser francês, o marido da princesa também foi muito atacado neste momento.


Após a queda da monarquia e a Proclamação da República (15 de novembro de 1889), foi morar, com a família real, na Europa. Morreu na França no ano de 1921.

Saiba mais…

Liberal, a princesa uniu-se aos partidários da abolição da escravidão. Apoiou jovens políticos e artistas, embora muitos dos chamados abolicionistas estivessem aliados ao incipiente movimento republicano. Financiava a alforria de ex-escravos com seu próprio dinheiro e apoiava a comunidade do Quilombo do Leblon, que cultivava camélias brancas, símbolo do abolicionismo.
Chegava mesmo a receber fugitivos em sua residência em Petrópolis:
"A Princesa Isabel também protegia fugitivos em Petrópolis.
Temos sobre isso o testemunho insuspeito do grande abolicionista André Rebouças, que tudo registrava em sua caderneta implacável.
Só assim podemos saber hoje, com dados precisos, que no dia 4 de maio de 1888, “almoçaram no Palácio Imperial 14 africanos fugidos das Fazendas circunvizinhas de Petrópolis”.
E mais: todo o esquema de promoção de fugas e alojamento de escravos foi montado pela própria Princesa Isabel.
André Rebouças sabia de tudo porque estava comprometido com o esquema.
O proprietário do Hotel Bragança, onde André Rebouças se hospedava, também estava comprometido até o pescoço, chegando a esconder 30 fugitivos em sua fazenda, nos arredores da cidade.
O advogado Marcos Fioravanti era outro envolvido, sendo uma espécie de coordenador geral das fugas.
Não faltava ao esquema nem mesmo o apoio de importantes damas da corte, como Madame Avelar e Cecília, condessa da Estrela, companheiras fiéis de Isabel e também abolicionistas da gema.
Às vésperas da Abolição final, conforme anotou Rebouças, já subiam a mais de mil os fugitivos “acolhidos” e “hospedados” sob os auspícios de Dona Isabel."

Fonte: Internet.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Dra. Jill Bolte Taylor - Derrame de Percepções...

A Dra Jill Bolte Taylor passou por um AVC (Acidente Vascular Cerebral), o que ela considerou como único e singular, pois ela podia estudar o cérebro de dentro para fora.
Aqui, ela relata o acidente e qual o aprendizado profundo que teve com a experiência.
Penso que vale a pena investir 20 minutos para ver os dois vídeos, partes que se completam de sua palestra...


Palestra "My Stroke of Insight" da Dra. Jill Bolte Taylor, neurocientista de Harvard, sobre sua experiência com um derrame em 1996.

Tradução e Legendas: Nayara Alves e Atílio Baroni



quarta-feira, 12 de maio de 2010

O ócio criativo - DOMENICO DE MASI

Você já imaginou fazer apenas o que gosta a vida inteira?
Mas e daí, viveria do quê? Sonhos?
Se imaginarmos o trabalho como um fardo, a situação realmente parece impossível.
Mas e se o trabalho, o lazer e o estudo começassem a se misturar em nossas vidas de tal forma que não desse mais para diferenciar uma coisa da outra?


Esta é a proposta de Domenico de Masi, sociólogo italiano da Universidade La Sapienza, de Roma, e presidente da Escola de Especialização em Ciências Organizativas, a S3 Studium.
Ele defende a idéia que é chegado o momento de cultivarmos o ócio criativo para uma nova era. Utopia?
Não. Cada vez mais pessoas e empresas aderem aos seus conceitos e passam a ter vidas mais felizes e produtivas.

Em seu novo livro, De Masi demonstra sua insatisfação com o modelo social centrado na idolatria do trabalho.
Para ele, o futuro pertence a quem sabe mesclar trabalho, estudos, atividades lúdicas e tempo livre.














O ócio criativo
Editora: Sextante
Autor: DOMENICO DE MASI
Ano: 2001

Domenico De Masi: O ócio criativo é uma arte que se aprende e se aperfeiçoa com o tempo e com o exercício.
Existe uma alienação por excesso de trabalho pós-industrial e de ócio criativo, assim como existia uma alienação por excesso de exploração pelo trabalho industrial.
É necessário aprender que o trabalho não é tudo na vida e que existem outros grandes valores: o estudo para produzir saber; a diversão para produzir alegria; o sexo para produzir prazer; a família para produzir solidariedade, etc.

Domenico de Masi: Estudei primeiro o trabalho dos operários; depois o trabalho dos empregadores.
Com o aumento do trabalho intelectual no sistema produtivo, notei que havia uma distinção cada vez mais tênue entre o trabalho propriamente dito e a criatividade.
E sendo a criatividade a principal ferramenta do trabalho, fica difícil distinguir os momentos em que estamos de fato trabalhando duro ou os momentos em que, mesmo usufruindo de tempo livre, estamos criando coisas.
Isso acontece comigo: não sei quando estou trabalhando ou me divertindo — estou sempre tendo idéias, criando.
Então, estudando esses grupos de trabalho sustentados pela criatividade, percebi que todos trabalhavam com o auxílio de jogos, brincadeiras, atividades lúdicas.
Demonstrei que todos os grupos de criatividade trabalham como se fosse lazer.
Sobre esse estudo, escrevi o livro "A emoção e a regra".

Fonte: Internet.

Entrevista do sociólogo italiano Domenico de Masi ao jornalista Roberto D'Ávila na Tv cultura:







terça-feira, 11 de maio de 2010

Chanel aposta em preto, dourado e rosa para ocupar lugar do Jade...

No comando dos cosméticos da Chanel, Peter Philips é o homem que sabe, antes das mulheres badaladas do planeta, que cor de esmalte elas vão querer usar na próxima estação

O belga Peter Philips, diretor criativo da Chanel cosméticos: de maquiador de talento a criador de tendências











Primeiro foi o verde, depois o cinza. Agora é a vez do turquesa e, daqui a pouco, as revistas de moda e beleza só vão falar em preto e dourado. O que, traduzido diretamente do quartel-general da Chanel se traduz em cobiçados vidrinhos de esmalte Jade, Particulière, Nouvelle Vague, Black Velvet e Gold Lamé. Cores e tons criados pelo belga Peter Philips, diretor criativo para os cosméticos da Chanel e hoje o profissional mais respeitados do mercado de moda e beleza.
Dono do “emprego mais cobiçado em cosméticos”, segundo a revista Vogue, Philips é o homem que mostrou às mulheres, começando por famosas como as atrizes norte-americanas Drew Barrymore e Rachel Bilson, além da apresentadora inglesa Alexa Chung, que elas “tinham” de pintar suas unhas com cores exóticas. O esmalte, batizado de Jade, foi a grande sensação dos cosméticos em 2009 – tanto que esgotou nas lojas e chegou a ser vendido por R$ 240 o vidrinho no site e-Bay. Detalhe: o preço original era R$ 45.

Esmalte Chanel Jade: sensação em 2009










Em seu escritório na sede da Chanel em Paris, Peter Philips é a imagem do executivo de sucesso. Discreto e ultra bem vestido, ele dá muita atenção aos detalhes, como uma vela perfumada na estante e camélias feitas de embalagens recicladas da Chanel. A atenção do visitante, porém, fica para grande mesa em que se espalham as peças do império de cosméticos da marca: desenhos, joias, batons e, claro, esmaltes.
“Em primeiro lugar, não fui eu quem inventou o verde”, contou Philips ao jornal britânico “The Times”. “O verde está aí há muito tempo".
"Acontece que eu estava trabalhando com Karl Lagerfeld (o estilista da Maison Chanel) para a coleção outono/inverno 2009 e o briefing era basicamente preto e branco com toques de tweed verde. Quando vi os acessórios, eram pulseiras, colares e anéis com grandes pedras em jade rosa e verde.”
“Sempre achei que era um tom bonito de verde, mas foi durante o desfile que eu me dei conta como era ‘hot’. Todas as modelos estavam dizendo: “Oh meu Deus, eu tenho que mostrar isso para minhas amigas depois” e ao final do show não queriam tirar o esmalte. Foi aí que eu me dei conta de que tínhamos algo muito especial nas mãos”.
O mesmo aconteceu nos bastidores do desfile para a coleção pré-outono Paris-Xangai, no início de dezembro, que trouxe uma mistura exótica de preto (chamado de Black Velvet), dourado (Gold Lamé) e um tom brilhante e transparente (Illusion d’Or) para as unhas das mulheres. Todos os três estarão à venda em 11 de junho.
“Estamos vivendo um momento em que a cor dos lábios e das unhas são importantes”, afirma a analista de tendências de moda e maquiagem Nica Lewis. “Nos últimos três ou quatro anos a ênfase estava nos olhos, mas agora mudou para as mãos. Em termos de cor de esmalte, versatilidade é muito importante”.
Essa importância se traduz numa batalha feroz nas butiques de cosméticos e nos balcões de lojas de departamento. Embora as coleções de alta costura da Chanel sejam importantes para manter a imagem de luxo que vem atrelada à marca, é a linha de cosméticos que garante a penetração de massa no mercado. Não tem dinheiro para comprar uma bolsa Chanel? Que tal comprar um esmalte? Tem dinheiro para a bolsa Chanel? Então que tal comprar o esmalte para combinar? Qualquer que seja a situação, socialite ou aspirante, a marca sai ganhando.

Lançamento da linha outono/inverno 2010 e a linha que está nas lojas: cosméticos como parte integral da moda











Renovação, sem repetição

Peter Philips assumiu o cargo de diretor criativo do segmento de cosméticos há três anos, quando Heidi Morawetz e Dominique Moncourtois (o último trabalhou diretamente para Coco Chanel) se aposentaram após quase 40 anos cuidando de cosméticos. Formado pela prestigiosa Academia Real de Antuérpia, o celeiro de talentos da Bélgica (que inclui ex-alunos como Ann Demeulemeester e Dries Van Noten), Philips trocou o sonho de ser estilista pelo universo da maquiagem. Ele se tornou um dos melhores maquiadores de moda, sempre com ideias originais, como colocar a cara do Mickey Mouse sobre o rosto de um modelo. Sua grande sacada, porém, foi enxergar os cosméticos como parte integrante da moda.
Isso significa, em alguns momentos, ir contra a tendência em vigor para criar um novo “fetiche” – o sonho de consumo das mulheres. No caso da Chanel, significa fazer com que as mulheres troquem o gloss pelo batom.
Desde o início de março está à venda uma linha de batons com 31 cores, que leva o nome de Rouge Coco. São tons variados de vermelho e carmim, com uma textura que facilita a aplicação. Menos de um mês depois, a cor Mademoiselle (um dos tons de vermelho) já estava esgotada nas lojas.
“Muitas modelos e amigas minhas não conhecem batom porque se acostumaram a usar gloss”, diz ele. “Então eu pensei naquelas mulheres inatingíveis que pisam no tapete vermelho e decidi criar uma linha acessível e com uma fantástica textura. Com isso voltamos com algumas ideias que a própria Coco tinha quando era jovem – algo muito simples, muito espontâneo. Por isso decidimos batizar a linha de Coco.”
A Maison Chanel jamais divulga números de venda. A empresa não diz quantos vidros de Jade, Particulière ou Nouvelle Vague ou mesmo batons Mademoiselle foram produzidos – e vendidos. Mas em países com alto consumo de cosméticos, como Estados Unidos e Reino Unido, a marca de luxo aparece com destaque após as gigantes do setor, como L’Oréal. Somente no Reino Unido, a consultoria Mintel prevê que o setor de beleza e cosméticos vai atingir mais de R$ 4,5 bilhões até 2013. Somente no segmento de esmaltes, o número de lançamentos cresceu 45% no primeiro trimestre deste ano.
Para a artista de unhas Sophy Robson, que tem um dos blogs mais badalados para os adeptos de cosméticos, a Chanel vem se destacando no mercado porque “gosta de fazer algo próprio”. O que mostra que, na moda, a diferença entre o que é brilhante e o que é medíocre é a diferença entre reinvenção e repetição. Para o último desfile da Chanel, as modelos usaram um tom etéreo de rosa. Esse era o “companheiro” esquecido de Jade para a coleção primavera verão do ano passado, mais conhecido como Jade Rose. Juntamente com o turquesa Nouvelle Vague e um par de rosas vibrantes em tom de peônia, mostra que Philips já está pensando adiante. “Quando todo mundo está tentando copiar aquelas cores malucas, Philips já está trabalhando em outra tendência”, diz Sophy. O que pode indicar que a próxima sensação vai ser puro rosa.

Fonte: Época NEGÓCIOS Online.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Eterno Carinho - Ligia Aroeira, minha amiga de Ubá...

Conversando ontem com a minha amiga Ligia, ela me contou que escreveu "uma poesia" para o seu “eterno amor” Zé Luiz.
Ela me mandou e eu, muito emocionada, li deixando as lágrimas correrem...
Eu acredito, que quem junta palavras capazes de emocionar e nos fazer chorar, perde o direito sobre elas e ganha a obrigação de dividir isso com o mundo.
Com todo o respeito que tenho por ela e por esse amor,
resolvi publicar aqui no “meu Jardim”.
Acho que uma semente assim, de um amor tão vivo, merece ser plantada aqui e no mundo, para florescer em todos os coraçãos que passarem por aqui e tiverem o privilégio de conhecer um amor tão especial e tão eterno assim.
E lembrando Chico Buarque:

"Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você..."

(Trecho de "Futuros Amantes" - Chico Buarque)



“Por muito tempo achei
que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada,
aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento
exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.”

Carlos Drummond de Andrade

Zé Luiz,

Só mesmo nosso poeta para descrever tão bem a ausência...
Ela é tão presente no coração de quem ama e vive a felicidade, que é PRESENÇA.
Passado um ano, você continua no aconchego da casa, nas decisões a serem tomadas, nos sensatos conselhos lembrados, nas tristezas e alegrias da nossa vida.
Assim a dor fica mansa e a alma calma.
Continuo a agradecer a Deus tudo que aprendi com seu coração generoso, repleto de alegria e pelo nosso querido filho Gabriel, que representará sempre sua presença em minha vida.
Hoje fica difícil não conviver com as lágrimas...
Lágrimas de saudade... saudade do amor que ficou.
Meu eterno carinho.
Lígia
05/05/2010

Lígia, obrigado por mais essa emoção.
Em homenagem a esse amor tão tocante, a canção do nosso glorioso Chico...

domingo, 9 de maio de 2010

Homenagem a minha mãe - Maria Simim Faria...

Para sempre

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.


Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Drummond


Mamãe e suas criações...




A Artista Maria Simim Faria

sábado, 8 de maio de 2010

8 de maio de 2010 - Aniversário de um ano do meu Blog...











Parece que foi ontem, mas hoje é o aniversário de um ano do meu “Blog Jardim”:

Quando tive a idéia de fazer um blog, não imaginava como ele seria, como iria começá-lo, nem qual seria o primeiro post…
Momentos diários, semeados aqui como quem semea flores num jardim...
...e para inaugurar, resolvi homenagear um amigo especial, Daniel Póvoa Zolini. Leia mais…

Um ano de muitas mudanças, conquistas, perdas, ganhos, muitas alegrias e algumas tristezas.
Novos rumos, novos ares, novos amigos e com isso, novos sonhos.
Sempre fui movida por sonhos e pelo desafios de realizá-los.
Foi assim, quando sonhei em ter uma carreria e ser uma profissional de sucesso.
Eu sabia que esse era o melhor e talvez o único caminho para realizar cada um dos sonhos que eu me atrevesse a sonhar e foi assim que eu fiz.
Sem medo, sempre me joguei, com paixão, em tudo que eu acreditava e me dava por inteira.
Foi assim na Centralbeton, na Nutril e na Verde.
Foi assim com o meu Blog e está sendo assim também como o meu novo produto, o “Personal Finance”.
Escrever se tornou uma alegria, um prazer, uma paixão quase diária e sinceramente, não me vejo mais sem escrever e poder com isso, me conhecer melhor e crescer, crescer…
Escrever é um caminho sem volta ao auto conhecimento!
Aqui no Meu Jardim, eu aprendi que temos lugares na alma que só podem ser acessados se nos permitimos sonhar, sorrir, fantasiar, descobrir e para mim, escrever me possibilita tudo isso e muito mais.
Por isso, o dia 8 de maio é e sempre vai ser um dia muito importante para mim, pois é o dia de comemorar e cantar parabéns para o Meu Jardim, um blog que trato como um filho, que cuido com amor e cuidado e vejo emocionada, o seu crescimento, a sua evolução e tenho a certeza que seremos muito felizes juntos e cumpriremos a nossa missão:
Espalhar a alegria, os melhores sentimentos e idéias, com letras e palavras, escolhidas com cuidado e critério, para movimentar o que há de melhor na vida, que é o amor.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

O lado bom da depressão - Galileu de maio/2010

Por por Erica Sallum / Reportagem: André bernardo, Haidi Lambauer e Rita Loiola.

Ela não pode ser diagnosticada por exames de sangue, detectada em chapas de raios-x ou investigada em testes de resistência física.
Mas, segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde, será em duas décadas, a doença mais comum do mundo.
Saiba por que pesquisas recentes apontam que essa pode ser uma boa notícia para todos nós.


Confira a seguir um trecho da reportagem de capa que pode ser lida na íntegra na edição da revista Galileu de maio/2010, já nas bancas.

Virgínia de Ferrante: segundo a estudante, a depressão revelou-se um período produtivo no qual descobriu que não queria ser atriz, mas diretora de cinema
Crédito: Victor Affaro
























Os primeiros sintomas começaram a aparecer quando Virgínia de Ferrante, 22, ainda estava na adolescência.
Na época, chegou a ser gótica, daquelas que cultuavam a tristeza.
A crise, no entanto, veio quando se mudou para Nova York para estudar teatro, aos 19 anos.
Quando o curso acabou, três meses depois, viu-se sozinha, perdida e sem perspectivas na cidade mais badalada e famosa do mundo.
“Foi aí que entrei em parafuso”, diz ela.
Uma angústia brutal tomou conta de sua vida, tornando quase impraticável a rotina de estudante e garçonete.
Não tinha ideia de que rumo tomar, muito menos o que queria fazer dali para frente.
Buscou ajuda na terapia, tomou remédios, ficou sabendo que estava com depressão.
Sofreu horrores, mas também fez grandes descobertas.
Chegou à conclusão de que não queria ser atriz, mas, sim, diretora de cinema.
Voltou ao Brasil, começou a estudar cinema e, aos poucos, foi conseguindo se entender melhor.
“Foi um período de grandes mudanças”, afirma.
Apesar da dor terrível, foi naquele momento que conseguiu parar para pensar em soluções e ser mais autocrítica.
“Para mim, existiu uma Virgínia antes e depois de Nova York.
Foi essa crise que me levou a estudar aquilo que realmente me faz feliz, que é direção de filmes.”
Intuitivamente, ela entendeu o que a ciência vem se esforçando para demonstrar: que a depressão tem seu lado bom e que dela podemos tirar proveito se percebermos seu potencial transformador.

É o que defendem dois pesquisadores evolucionistas norte-americanos, em um estudo recente publicado no periódico Psychological Review no qual tentam desvendar o que chamam de “o paradoxo da depressão”.
Guiados pela teoria da seleção natural de Charles Darwin (1809-1882), o psiquiatra J. Anderson Thomson, da University of Virginia, e o psicólogo Paul W. Andrews, da Virginia Commonwealth University, passaram anos tentando entender por que doenças mentais como a esquizofrenia afetam apenas de 1% a 2% da população mundial, enquanto a depressão já atinge mais de 20%. Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde divulgadas em setembro de 2009, essa será, em duas décadas, a doença mais comum do planeta, à frente do câncer.
Residiria aí o tal paradoxo: por que uma disfunção tão sofrida também é tão comum?

Segundo Darwin — ele próprio um notório deprimido, como explicitou em várias cartas ao longo da vida —, as espécies passam por um inexorável processo de adaptação em que características mais favoráveis a sua existência acabam sendo passadas de geração a geração.
Trata-se de um afinadíssimo mecanismo de seleção e especialização que garante a permanência de traços que nos deixam mais aptos a encarar os obstáculos.
Adeptos da psicologia evolucionista acreditam que a seleção natural não envolve apenas o corpo.
As características da mente humana também seriam o resultado de uma longa jornada de depuração em nome da sobrevivência e reprodução.
Se a teoria de Darwin é amplamente aceita até hoje no meio científico, argumentam Thomson e Andrews, então a depressão não pode ficar de fora.
Em outras palavras, a depressão seria uma adaptação humana que chegou até nós com tamanha incidência não por acidente, mas porque precisamos dela como indivíduos.

De acordo com essa perspectiva, a depressão nada mais é do que uma resposta radical da mente para que encaremos nossos dilemas mais profundos.
“Como a dor física, ela serve para sinalizar que existe um problema a ser resolvido”, afirma Thomson.
“Seria maravilhoso se a gente não tivesse de sentir dor.
Só que não é assim.
A depressão, como a dor, é um mal necessário.”
Esse mecanismo seria tão poderoso que nos faria parar e olhar na marra para dentro de nós mesmos, ainda que de forma muitas vezes caótica, nem sempre consciente e invariavelmente sofrida.
Tamanha concentração da mente tem um preço, exigindo muitas vezes terríveis sacrifícios.
Por causa dela, alguns param de comer, de trabalhar, de ver os amigos e de sentir prazer.

Integrante da mesma corrente de pesquisa que tenta mostrar que a doença não é apenas uma disfunção qualquer, Edward Hagen, psicólogo evolucionista da Washington State University, costuma compará-la a uma greve geral.
“Por que os trabalhadores entram em greve?
Porque não estão satisfeitos.
Acontece o mesmo com nossa mente.
Trata-se de um ultimato, um pedido de socorro para que mudemos o que está nos prejudicando.”

Uma crise de choro no meio de uma festa foi o alerta que fez a servidora pública Mariana Carpanezzi, 30, desabar.
Sempre às voltas com o trabalho e o mestrado, achava que sua aparentemente inexplicável tristeza passaria com mais horas no escritório ou na universidade.
O preconceito em relação à depressão a impedia de investigar melhor a razão daquele imenso vazio que sentia.
Mas um dia veio o sinal vermelho.
Teve de aceitar que estava doente.
“Quando entendi o que tinha, foi libertador”, diz ela, que penou, porém conseguiu “ajustar os parafusos da vida”.
Procurou um psiquiatra, que lhe receitou remédios — outro preconceito que teve de superar para conseguir dar a volta por cima.
Associou a psiquiatria com psicanálise duas vezes por semana, o que foi fundamental para dar sustentação ao que classifica como um processo radical de mudança que perdura até hoje.
Com a ajuda do tratamento, percebeu, por exemplo, qual o espaço que o trabalho deve ocupar em sua agenda e constatou que não é possível se sentir plena o tempo todo.
“É claro que a depressão em si não é uma coisa boa, mas o modo como lidamos com ela pode ser algo benéfico.
Acho que reli a vida de uma maneira positiva e me tornei uma pessoa melhor depois disso tudo.”