Adorei esse artigo da Revista Liderança e resolvi publicar aqui no "meu jardim", com os devidos créditos...
por Redação Liderança
Há quem diga que trabalhar em casa é a melhor coisa do mundo.
Acordar, ter tempo para conversar com a família e não precisar enfrentar a correria do trânsito a fim de chegar ao trabalho no horário.
Esse sonho de muitos profissionais tem se mostrado cada vez mais uma tendência para o mercado.
Partindo do princípio de que o home office está se tornando algo comum para muitas empresas, temos uma questão importante para conversar com você: sua companhia libera ou liberaria os colaboradores para trabalharem em casa?
Para algumas organizações, isso é um absurdo; já, para outras, significa ganhos a mais.
Aumento de produtividade, criatividade e comprometimento estão entre os principais benefícios apontados por líderes de equipes que trabalham em casa.
Perguntamos a Sulivan França, diretor da Sociedade Latino Americana de Coaching, se é bom para a empresa liberar seus funcionários para trabalharem em casa.
Ele explica que essa mudança não deve ser radical, mas adotada de forma gradativa.
“É importante fazer com que o trabalho seja desenvolvido uma parte na empresa e outra em casa, medindo e comparando os resultados até que atinjam números satisfatórios para que, então, seja possível liberar o trabalho 100% home office”, explica.
Já, para Daniela Zanuncini, psicóloga e diretora da Bem-Estar Desenvolvimento Humano, é necessário que a empresa analise o perfil do colaborador.
Se estiver adequado, não há problemas em liberá-lo para trabalhar em casa.
Agora, caso o profissional não consiga se organizar e precise da cobrança do líder constantemente, o melhor a fazer é deixá-lo na organização.
“O funcionário tem de ser automotivado, administrar bem seu tempo, respeitar prazos e gerenciar sua produção a contento”, lembra.
O estudo Undress for success: the naked truth about working from home revelou que os norte-americanos poderiam economizar, mensalmente, mais de US$500 por funcionário com o home office.
No Brasil, também existem companhias que conseguem diminuir custos e garantir a produtividade de seus colaboradores.
É o caso da Ticket, empresa de benefícios que descobriu uma nova forma de lidar com o crescimento e desenvolvimento de seus profissionais por meio do home office.
Mudança – Antes de decidir adotar ou não esse sistema em sua companhia, é preciso analisar se líderes e equipes estão preparados para a mudança.
“A organização tem de estar capacitada para administrar o processo e as pessoas que trabalham em casa, ter pré-requisitos e procedimentos necessários para que isso aconteça, sistemas de avaliação, comunicação direta, supervisão e delegação.
Delegar sem controle pode ser um risco”, alerta Daniela.
Caso sua empresa tenha tudo isso, prepare-se para os benefícios que o home office pode trazer, como: lucratividade, produtividade e comprometimento, até mesmo em tempos difíceis, em que a ordem é economizar.
Esse sistema de trabalho pode ser a solução para muitas organizações.
No entanto, Sulivan alerta para algo importante: “Deve-se tomar cuidado quanto ao risco de queda na produtividade, o que, em tempos de crise, é algo perigoso”.
Monitoramento – Para evitar que a produtividade caia, o líder precisa contribuir para o sucesso do home office.
Se você quer liberar seus funcionários para trabalharem em casa, não deixe de acompanhar o desenvolvimento deles, tenha uma planilha de controle de atividades e dê feedbacks constantemente.
Não se esqueça de que eles continuam sendo seus colaboradores e estão sob sua responsabilidade.
De acordo com Daniela, as exigências devem ser iguais as dos profissionais que trabalham na empresa:
Qualidade, prazo e meta.
Planilha de controle das ações e prazos.
Duração estipulada de cada atividade para remuneração por tempo trabalhado.
Se preferir remunerar por metas cumpridas, deixe claro os requisitos e exija qualidade.
Reuniões constantes.
Economia – Você pode até pensar: “Se a questão é fazer com que o colaborador se sinta bem e produza mais por estar em casa, posso mudar a “cara” do ambiente de trabalho, tornando-o mais familiar, quase uma extensão da casa de cada um?”
Sim, você pode.
A questão, no entanto, é outra: quanto tempo seu funcionário gasta para chegar até a empresa que poderia reverter em produtividade?
“É preciso entender que, ao se deslocar para o trabalho, o profissional provavelmente passa uma boa parte de seu tempo no trânsito.
Trabalhar em home office não é apenas estar em um lugar agradável, mas não ter de se locomover de casa ao trabalho e vice-versa, economizando assim tempo e recursos financeiros”, afirma Sulivan.
Essa economia talvez seja um dos principais pontos positivos do home office para muitas organizações.
Afinal, se o colaborador gerenciar bem seu tempo, você ganha em produtividade e tem menores custos, o que interfere diretamente na lucratividade.
Caso seu funcionário tenha esse perfil, então por que não permitir que ele trabalhe em casa?
Para ajudar você nessa decisão, listamos algumas vantagens que o home office pode trazer à sua empresa e equipe, como: flexibilidade de horário, aumento da concentração, autonomia, criatividade, qualidade de vida, liberdade e resultados.
Sem falar no comprometimento gerado pelo fato de você proporcionar o benefício de trabalhar em casa – um sentimento de gratidão e confiança que se reflete em resultados.
Responsabilidade – É preciso deixar claro para seu funcionário que, embora esteja trabalhando em casa, ele deve realizar suas tarefas com a mesma ou até mais dedicação e comprometimento com que fazia na empresa.
Mas não esqueça que a organização também tem responsabilidades nesse processo.
Se o colaborador não tiver em casa a estrutura de trabalho necessária, a companhia pode oferecer tudo que ele precisa, se isso for de comum acordo entre ambas as partes.
Afinal, se esse profissional vai trazer benefícios e lucros para a empresa, é preciso garantir todos os recursos necessários para isso acontecer.
Além disso, o home office não pode interferir negativamente na relação e contato entre empresa e funcionário.
É fundamental que o líder faça, por exemplo, reuniões, contato por chats, MSN, encontros pessoais, confraternizações e integração.
Case de sucesso – A Ticket é uma empresa multinacional que tem como foco o bem-estar do profissional, acreditando que seja uma das principais formas de melhorar a produtividade das organizações.
Foi com esse pensamento que, em 2005, ela começou a implementar o sistema de home office.
Eduardo Távora, superintendente nacional de vendas, lembra que antes os funcionários atendiam muito e vendiam pouco.
O tempo se dividia 40% em atendimento por telefone, 30% em atendimento pessoal e apenas 30% em vendas.
“Hoje, temos 5% de atendimento por telefone, 15% pessoal e 70% de vendas”, diz Távora, explicando que isso aconteceu depois da implantação do home office, com os profissionais se sentindo mais livres e focados em uma determinada atividade.
Confiança, mais delegação e maior responsabilidade são três fatores, apontados pelo superintendente, que garantem a produtividade dos 115 colaboradores que trabalham em casa.
O setor de RH também trabalha junto aos líderes.
Edna Bedani, gerente de desenvolvimento de recursos humanos, explica que, além de formar profissionais capacitados para trabalhar em casa, a família também se envolve no processo de forma a não atrapalhar o trabalho desse funcionário.
Muito pelo contrário, ajudá-o a cada vez mais melhorar seus resultados.
Mesmo trabalhando em casa, os colaboradores têm acesso a informações como folha de pagamento e planejamento – tudo através da internet, sem precisar sair de casa.
Tanto o superintendente quanto a gerente de RH da Ticket garantem um acompanhamento a esses profissionais por meio de reuniões, telefonemas, e-mails, almoços e cafés.
A preocupação da rede é grande com esses colaboradores, pois, entre as vantagens, destaca-se o balanço positivo da empresa, a redução de custos, a satisfação dos funcionários e o aumento de comprometimento.
Colaboração: Cristiane Dias
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sábado, 31 de julho de 2010
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Beto Guedes no Mercado Central - BH
Domingo, dia 1 de agosto, às 19 horas, no Mercado Central, tem Beto Guedes e Banda.
Imperdível!!!
Depois da gravação do DVD "Outros Clássicos" no Palácio das Artes, Beto Guedes e sua Banda fazem um show com os grandes sucessos de sua carreira.
Eu estarei lá e recomendo...
Os músicos que acompanharão o Beto Guedes neste show são:
- Alexandre Lopes – guitarra
- Adriano Campagnani – baixo
- Cláudio Faria – teclados
- Neném – bateria
Serviço:
Dia 01 de agosto - domingo
Local: Estacionamento do Mercado Central
19 horas
Belo Horizonte - MG
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Imperdível!!!
Depois da gravação do DVD "Outros Clássicos" no Palácio das Artes, Beto Guedes e sua Banda fazem um show com os grandes sucessos de sua carreira.
Eu estarei lá e recomendo...
Os músicos que acompanharão o Beto Guedes neste show são:
- Alexandre Lopes – guitarra
- Adriano Campagnani – baixo
- Cláudio Faria – teclados
- Neném – bateria
Serviço:
Dia 01 de agosto - domingo
Local: Estacionamento do Mercado Central
19 horas
Belo Horizonte - MG
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quinta-feira, 29 de julho de 2010
"aquilo que volta todos os anos"...
Passeando pela net, encontrei uma matéria muito bacana escrita pelo MARCELO GUERRA.
Não conhecia, adorei e resolvi publicar alguns trechos aqui no "meu jardim", com os devidos créditos.
Aniversário é uma palavra latina que significa "aquilo que volta todos os anos".
Anniversarius vem de annus (ano) e vertere (voltar), ou seja, aquilo que se faz ou que volta todos os anos.
O costume de acender velas nos bolos começou com os gregos.
É como um tributo ao aniversariante pelo sucesso de estar ainda presente na grande aventura que é esta incrível jornada que chamamos "vida".
Além disso, teria um sentido mágico de realizar pedidos, pois o fogo é um elemento transformador.
Assim, acendemos as velas para simbolizar que aquilo que buscamos concretizar neste ano que se inicia para nós será carregado de energia interior - para que possamos transformar o futuro.
O fato é que o aniversário é uma época de reflexão interior, de olhar para o ano que passou e para aquilo que queremos implementar no ano que para nós começa.
O trabalho biográfico de base antroposófica divide as idades em setênios, ou seja, períodos de sete anos.
Cada setênio apresenta uma ênfase diferente em cada aspecto do nosso desenvolvimento corporal ou emocional.
SETÊNIOS
- 0 a 7 anos: formação do corpo
- 7 a 14 anos: conhecendo o mundo
- 14 a 21 anos: pertencendo a um grupo
- 21 a 28 anos: experimentando o mundo e a mim mesmo
- 28 a 35 anos: juntando razão e coração
- 35 a 42 anos: ampliando a consciência
- 42 a 49 anos: buscando a autenticidade
- 49 a 56 anos: desenvolvendo a escuta interna
- 56 a 63 anos: valorizando a intuição
- de 64 anos em diante: doando os frutos maduros
A Astrologia reconhece a importância dos aniversários e atribui características especiais a cada período.
Denomina ano pessoal a fase entre um aniversário e outro e estuda as características desses 12 meses na análise chamada Revolução Solar.
Já a astrologia chinesa observa semelhanças nas pessoas nascidas num mesmo ano, em signos nomeados por animais.
Os celtas também atribuem animais à época do nascimento, mas de acordo com o mês de nascimento.
Fonte: Trechos da matéria "VOCÊ GOSTA DE COMEMORAR ANIVERSÁRIOS?" de MARCELO GUERRA. Tweet
Não conhecia, adorei e resolvi publicar alguns trechos aqui no "meu jardim", com os devidos créditos.
Aniversário é uma palavra latina que significa "aquilo que volta todos os anos".
Anniversarius vem de annus (ano) e vertere (voltar), ou seja, aquilo que se faz ou que volta todos os anos.
O costume de acender velas nos bolos começou com os gregos.
É como um tributo ao aniversariante pelo sucesso de estar ainda presente na grande aventura que é esta incrível jornada que chamamos "vida".
Além disso, teria um sentido mágico de realizar pedidos, pois o fogo é um elemento transformador.
Assim, acendemos as velas para simbolizar que aquilo que buscamos concretizar neste ano que se inicia para nós será carregado de energia interior - para que possamos transformar o futuro.
O fato é que o aniversário é uma época de reflexão interior, de olhar para o ano que passou e para aquilo que queremos implementar no ano que para nós começa.
O trabalho biográfico de base antroposófica divide as idades em setênios, ou seja, períodos de sete anos.
Cada setênio apresenta uma ênfase diferente em cada aspecto do nosso desenvolvimento corporal ou emocional.
SETÊNIOS
- 0 a 7 anos: formação do corpo
- 7 a 14 anos: conhecendo o mundo
- 14 a 21 anos: pertencendo a um grupo
- 21 a 28 anos: experimentando o mundo e a mim mesmo
- 28 a 35 anos: juntando razão e coração
- 35 a 42 anos: ampliando a consciência
- 42 a 49 anos: buscando a autenticidade
- 49 a 56 anos: desenvolvendo a escuta interna
- 56 a 63 anos: valorizando a intuição
- de 64 anos em diante: doando os frutos maduros
A Astrologia reconhece a importância dos aniversários e atribui características especiais a cada período.
Denomina ano pessoal a fase entre um aniversário e outro e estuda as características desses 12 meses na análise chamada Revolução Solar.
Já a astrologia chinesa observa semelhanças nas pessoas nascidas num mesmo ano, em signos nomeados por animais.
Os celtas também atribuem animais à época do nascimento, mas de acordo com o mês de nascimento.
Fonte: Trechos da matéria "VOCÊ GOSTA DE COMEMORAR ANIVERSÁRIOS?" de MARCELO GUERRA. Tweet
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Só quero um presente - Rubem Alves...
Minhas netas: no dia 15 o vô vai ficar mais velho.
Bobagem, porque a gente envelhece o tempo todo; o tempo não para; é como o rio.
Só que a gente não percebe.
Mas aí chega um dia que faz a gente parar e prestar atenção: o dia do aniversário.
No dia do aniversário a gente diz: “Passou mais um ano da minha vida“.
É o dia quando os números mudam.
Quando me perguntam: “Qual é a sua idade?“ - eu respondo: “67“.
Mas depois do dia 15 a resposta será “68“.
Vocês crianças, quando pensam em aniversário, dão risada e ficam felizes.
Aniversário é dia de festa e presentes.
Toda criança quer que o tempo passe depressa para ficar mais velha, deixar de ser criança e ficar adulta.
Acham que ser criança é coisa ruim, porque crianças não são donas do seu nariz, não fazem o que querem.
Bom mesmo é ser grande.
Os grandes fazem o que querem e não precisam pedir permissão.
Criança é passarinho sem asas.
Adulto é passarinho com asas: voam bem alto e vão aonde as crianças não podem ir.
No dia do aniversário as crianças olham para frente: imaginam que está chegando o dia quando elas terão asas e poderão voar.
Os grandes, no dia do aniversário, olham para trás.
Eles têm saudades do tempo em que eram crianças.
É só depois que a gente deixa de ser criança que a gente descobre que ser criança é muito bom.
Explico de outro jeito.
Imaginem que vocês vão fazer uma viagem.
A felicidade da viagem começa antes da viagem.
A gente examina mapas, lê artigos sobre os lugares que vão ser visitados, conversa com amigos que já foram, olha fotografias. E só de imaginar fica feliz.
Depois de feita a viagem é diferente.
A felicidade ficou para trás.
Só resta ver as fotos e conversar...
Criança é quem ainda não viajou e fica feliz imaginando a viagem.
Viagem imaginada é sempre feliz.
Adulto é quem já viajou e fica feliz olhando as fotos da viagem.
Foi por isso que resolvi mexer numa caixa de fotografias velhas – fotografias do tempo em que eu era menino.
Foi o tempo mais feliz da minha vida.
Caí muitas vezes, cortei o pé com cacos de vidro (eu andava sempre descalço), me espetei com espinhos e pregos, cortei a mão com faca e serrote, fiquei doente, tive dor de dente, me queimei (eu vivia correndo; entrei correndo na cozinha e dei uma topada com a cozinheira que carregava uma panela de água fervente.
A panela virou, a água fervente entornou no meu braço e peito; doeu muito; fiquei todo empolado), martelei o dedo, fui picado por marimbondos e abelhas, pus a mão em taturanas, caí de árvores, senti muita dor.
Mas as dores passavam logo.
E a alegria voltava.
Fui um menino sempre alegre.
Tudo no mundo me encantava.
Menino, eu não imaginava que, um dia, eu seria velho...
Pois esse dia chegou.
Meu aniversário me diz que agora sou velho.
Ser velho tem vantagens.
Uma delas é ser avô.
Se eu fosse jovem não seria avô, não teria netas.
E não estaria escrevendo agora pensando em vocês – porque vocês não existiriam.
Houve um tempo em que vocês não existiam.
Vocês só existem porque eu deixei de ser criança e fiquei velho.
Vocês são, para mim, um motivo de alegria.
Acho divertido ver fotografias.
Quando eu era menino, no sobradão do meu avô – um sobradão colonial, parecido com aqueles sobradões de Ouro Preto e Paraty – havia um enorme armário amarelo (vejam só, que idéia; pintar um armário de amarelo!) em cuja gaveta estavam guardados dois álbuns de fotografias.
Eu gostava de ver aqueles álbuns.
As capas eram artísticas.
Uma, de madeira entalhada, a outra, de veludo vermelho e letras douradas.
E havia linguetas rendilhadas de metal para fechá-los.
Dentro, fotografias de homens sérios, de colarinho duro, gravata borboleta, bigodes engomados torcidos para cima.
As mulheres, todas com birotes, tranças ou cachos e vestidos rendados até o pescoço, com camafeus pendurados.
Ninguém ria.
Todo mundo era sério.
Riso, para eles, era sinal de criancice.
Adulto não ri.
E não fotografavam cenários.
Só mereciam estar no álbum os rostos empalhados das pessoas importantes.
Mas o sobradão pegou fogo e as fotos daquelas pessoas sérias viraram cinza e fumaça.
Tudo o que é sério vira cinza e fumaça...
O tempo é rio, o tempo é fogo: assim dizia um sábio muito antigo chamado Heráclito.
Naquele tempo era complicado tirar um retrato.
Não havia essas câmeras inteligentes que hoje todo mundo tem e que tiram uma foto bastando, para isso, apertar um botão. Eram necessários longos preparativos com equipamentos trambolhosos e explosivos.
Mas as fotografias que estou vendo são de tempos mais modernos.
Ainda não havia fotografias coloridas mas as pessoas já tinham permissão para sorrir e ser naturais.
Numa dessas fotos eu estou nenê de 4 meses, de bruços, sobre uma almofada.
Dessa almofada eu me lembro...
Não sei porque, mas essa foto me dá uma pitada de vergonha...
Imaginem: eu já fui nenê!
Duas outras, eu deveria ter uns dois anos: numa, concentrado, olhando um livro.
Na outra, segurando uma gaiola vazia.
Depois de adulto voltei à casa onde nasci.
Ainda está lá, conservada e cuidada.
Fotografei.
E fotografei também o quarto onde nasci.
Como vocês devem saber, naqueles tempos as crianças nasciam em casa, e quem fazia o parto era uma mulher prática chamada parteira.
Lá, naquele quarto, câmera fotográfica na mão, eu pensei: “Foi aqui que entrei no mundo...“
Aí, há um longo período sem fotografias.
Foram os anos quando meu pai, seu avô, ficou pobre.
Fotografia custa dinheiro, é coisa de rico.
Nos anos de pobreza a gente gasta o que é essencial: comida, roupa, remédio.
Uma fotografia quer dizer: melhorou de vida.
Melhoramos de vida.
Mudamos para o Rio de Janeiro.
E lá está uma foto minha: 12 anos, calça curta, assentado numa mureta de pedra, na Praia Vermelha.
Essa praia me traz muitas memórias gostosas.
Era próxima da casa onde eu morava e se encontra numa baía que tem, à sua esquerda, o morro da Urca e o Pão de Açúcar.
Foi aí que aprendi a nadar.
Aí, no meio das minhas fotos, três outras, dos seus pais e sua tia.
Também eles foram meninos.
Numa delas o Sérgio, seis anos, está empinando uma pipa.
Na segunda o Marcos, dois anos, está soprando uma bolha de sabão.
Na terceira a Raquel – um ano – está dormindo.
No dia do meu aniversário os números vão mudar, como mudam no rodômetro, aquele aparelhinho no painel do carro que marca a quilometragem.
Está lá “67“ e aí, de repente, o “7“ dá um pulo e o “8“ aparece no seu lugar.
Esse é um jeito de marcar o tempo, contando os números.
Jeito bobo.
Os números não dizem nada.
Há um verso sagrado que diz: “Ensina-me a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios.“
Muita gente envelhece sem ficar sábio.
O que é um sábio?
Sábio não é quem sabe muito.
Sábio é quem come a vida como se ela fosse um fruto saboroso.
O sábio presta atenção nos prazeres e alegrias de cada momento.
E o que dá prazer e alegria não são coisas grandes, festas com bolo, bexigas e presentes.
O que dá alegria são coisas pequenas.
Por exemplo: brincar com um cachorrinho.
Balançar num balanço.
Andar na água fria de um riachinho.
Ver um ipê florido.
Ler um livro.
Armar um quebra-cabeças.
Ver fotografias antigas.
Não quero presentes comprados.
Não preciso de nada.
Um presente que vocês, minhas netas, e os meus filhos, me poderiam dar é simples: ler as coisas que eu escrevo.
Cada coisa que eu escrevo - quero que cada uma delas seja gostosa como um morango vermelho...
Escrevo para dar felicidade.
Quero que vocês sejam felizes. Tweet
Bobagem, porque a gente envelhece o tempo todo; o tempo não para; é como o rio.
Só que a gente não percebe.
Mas aí chega um dia que faz a gente parar e prestar atenção: o dia do aniversário.
No dia do aniversário a gente diz: “Passou mais um ano da minha vida“.
É o dia quando os números mudam.
Quando me perguntam: “Qual é a sua idade?“ - eu respondo: “67“.
Mas depois do dia 15 a resposta será “68“.
Vocês crianças, quando pensam em aniversário, dão risada e ficam felizes.
Aniversário é dia de festa e presentes.
Toda criança quer que o tempo passe depressa para ficar mais velha, deixar de ser criança e ficar adulta.
Acham que ser criança é coisa ruim, porque crianças não são donas do seu nariz, não fazem o que querem.
Bom mesmo é ser grande.
Os grandes fazem o que querem e não precisam pedir permissão.
Criança é passarinho sem asas.
Adulto é passarinho com asas: voam bem alto e vão aonde as crianças não podem ir.
No dia do aniversário as crianças olham para frente: imaginam que está chegando o dia quando elas terão asas e poderão voar.
Os grandes, no dia do aniversário, olham para trás.
Eles têm saudades do tempo em que eram crianças.
É só depois que a gente deixa de ser criança que a gente descobre que ser criança é muito bom.
Explico de outro jeito.
Imaginem que vocês vão fazer uma viagem.
A felicidade da viagem começa antes da viagem.
A gente examina mapas, lê artigos sobre os lugares que vão ser visitados, conversa com amigos que já foram, olha fotografias. E só de imaginar fica feliz.
Depois de feita a viagem é diferente.
A felicidade ficou para trás.
Só resta ver as fotos e conversar...
Criança é quem ainda não viajou e fica feliz imaginando a viagem.
Viagem imaginada é sempre feliz.
Adulto é quem já viajou e fica feliz olhando as fotos da viagem.
Foi por isso que resolvi mexer numa caixa de fotografias velhas – fotografias do tempo em que eu era menino.
Foi o tempo mais feliz da minha vida.
Caí muitas vezes, cortei o pé com cacos de vidro (eu andava sempre descalço), me espetei com espinhos e pregos, cortei a mão com faca e serrote, fiquei doente, tive dor de dente, me queimei (eu vivia correndo; entrei correndo na cozinha e dei uma topada com a cozinheira que carregava uma panela de água fervente.
A panela virou, a água fervente entornou no meu braço e peito; doeu muito; fiquei todo empolado), martelei o dedo, fui picado por marimbondos e abelhas, pus a mão em taturanas, caí de árvores, senti muita dor.
Mas as dores passavam logo.
E a alegria voltava.
Fui um menino sempre alegre.
Tudo no mundo me encantava.
Menino, eu não imaginava que, um dia, eu seria velho...
Pois esse dia chegou.
Meu aniversário me diz que agora sou velho.
Ser velho tem vantagens.
Uma delas é ser avô.
Se eu fosse jovem não seria avô, não teria netas.
E não estaria escrevendo agora pensando em vocês – porque vocês não existiriam.
Houve um tempo em que vocês não existiam.
Vocês só existem porque eu deixei de ser criança e fiquei velho.
Vocês são, para mim, um motivo de alegria.
Acho divertido ver fotografias.
Quando eu era menino, no sobradão do meu avô – um sobradão colonial, parecido com aqueles sobradões de Ouro Preto e Paraty – havia um enorme armário amarelo (vejam só, que idéia; pintar um armário de amarelo!) em cuja gaveta estavam guardados dois álbuns de fotografias.
Eu gostava de ver aqueles álbuns.
As capas eram artísticas.
Uma, de madeira entalhada, a outra, de veludo vermelho e letras douradas.
E havia linguetas rendilhadas de metal para fechá-los.
Dentro, fotografias de homens sérios, de colarinho duro, gravata borboleta, bigodes engomados torcidos para cima.
As mulheres, todas com birotes, tranças ou cachos e vestidos rendados até o pescoço, com camafeus pendurados.
Ninguém ria.
Todo mundo era sério.
Riso, para eles, era sinal de criancice.
Adulto não ri.
E não fotografavam cenários.
Só mereciam estar no álbum os rostos empalhados das pessoas importantes.
Mas o sobradão pegou fogo e as fotos daquelas pessoas sérias viraram cinza e fumaça.
Tudo o que é sério vira cinza e fumaça...
O tempo é rio, o tempo é fogo: assim dizia um sábio muito antigo chamado Heráclito.
Naquele tempo era complicado tirar um retrato.
Não havia essas câmeras inteligentes que hoje todo mundo tem e que tiram uma foto bastando, para isso, apertar um botão. Eram necessários longos preparativos com equipamentos trambolhosos e explosivos.
Mas as fotografias que estou vendo são de tempos mais modernos.
Ainda não havia fotografias coloridas mas as pessoas já tinham permissão para sorrir e ser naturais.
Numa dessas fotos eu estou nenê de 4 meses, de bruços, sobre uma almofada.
Dessa almofada eu me lembro...
Não sei porque, mas essa foto me dá uma pitada de vergonha...
Imaginem: eu já fui nenê!
Duas outras, eu deveria ter uns dois anos: numa, concentrado, olhando um livro.
Na outra, segurando uma gaiola vazia.
Depois de adulto voltei à casa onde nasci.
Ainda está lá, conservada e cuidada.
Fotografei.
E fotografei também o quarto onde nasci.
Como vocês devem saber, naqueles tempos as crianças nasciam em casa, e quem fazia o parto era uma mulher prática chamada parteira.
Lá, naquele quarto, câmera fotográfica na mão, eu pensei: “Foi aqui que entrei no mundo...“
Aí, há um longo período sem fotografias.
Foram os anos quando meu pai, seu avô, ficou pobre.
Fotografia custa dinheiro, é coisa de rico.
Nos anos de pobreza a gente gasta o que é essencial: comida, roupa, remédio.
Uma fotografia quer dizer: melhorou de vida.
Melhoramos de vida.
Mudamos para o Rio de Janeiro.
E lá está uma foto minha: 12 anos, calça curta, assentado numa mureta de pedra, na Praia Vermelha.
Essa praia me traz muitas memórias gostosas.
Era próxima da casa onde eu morava e se encontra numa baía que tem, à sua esquerda, o morro da Urca e o Pão de Açúcar.
Foi aí que aprendi a nadar.
Aí, no meio das minhas fotos, três outras, dos seus pais e sua tia.
Também eles foram meninos.
Numa delas o Sérgio, seis anos, está empinando uma pipa.
Na segunda o Marcos, dois anos, está soprando uma bolha de sabão.
Na terceira a Raquel – um ano – está dormindo.
No dia do meu aniversário os números vão mudar, como mudam no rodômetro, aquele aparelhinho no painel do carro que marca a quilometragem.
Está lá “67“ e aí, de repente, o “7“ dá um pulo e o “8“ aparece no seu lugar.
Esse é um jeito de marcar o tempo, contando os números.
Jeito bobo.
Os números não dizem nada.
Há um verso sagrado que diz: “Ensina-me a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios.“
Muita gente envelhece sem ficar sábio.
O que é um sábio?
Sábio não é quem sabe muito.
Sábio é quem come a vida como se ela fosse um fruto saboroso.
O sábio presta atenção nos prazeres e alegrias de cada momento.
E o que dá prazer e alegria não são coisas grandes, festas com bolo, bexigas e presentes.
O que dá alegria são coisas pequenas.
Por exemplo: brincar com um cachorrinho.
Balançar num balanço.
Andar na água fria de um riachinho.
Ver um ipê florido.
Ler um livro.
Armar um quebra-cabeças.
Ver fotografias antigas.
Não quero presentes comprados.
Não preciso de nada.
Um presente que vocês, minhas netas, e os meus filhos, me poderiam dar é simples: ler as coisas que eu escrevo.
Cada coisa que eu escrevo - quero que cada uma delas seja gostosa como um morango vermelho...
Escrevo para dar felicidade.
Quero que vocês sejam felizes. Tweet
terça-feira, 27 de julho de 2010
Sol em leão...
O ingresso do Sol no signo de leão, no dia 21 de Julho, abre um novo ciclo, onde a vitalidade e a autoconfiança começam a aumentar.
As motivações do leonino começam também a serem renovadas.
A partir de 11 de agosto, a nossa força de vontade e capacidade de ação estará em plena forma.
E lembrando Milton Nascimento e Fernando Brant:
"Venho do sol
A vida inteira no sol
Sou filha da terra do sol"...
"Nossa energia solar
Irá nos iluminar
O caminho"...
Solar
Milton Nascimento/Fernando Brant
Venho do sol
A vida inteira no sol
Sou filha da terra do sol
Hoje escuro
O meu futuro é luz e calor
De um novo mundo eu sou
E o mundo novo será mais claro
Mas é no velho que eu procuro
O jeito mais sábio de usar
A força que o sol me dá
Canto o que eu quero viver
É o sol
Somos crianças ao sol
A aprender e viver e sonhar
E o sonho é belo
Pois tudo ainda faremos
Nada está no lugar?
Tudo está por pensar
Tudo está por criar
Saí de casa para ver outro mundo, conheci
Fiz mil amigos na cidade de lá
Amigo é o melhor lugar
Mas me lembrei do nosso inverno azul
Eu quero é viver o sol
É triste ter pouco sol
É triste não ter o azul todo o dia
A nos alegrar
Nossa energia solar
Irá nos iluminar
O caminho
Gal Costa & Roupa Nova - Solar
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As motivações do leonino começam também a serem renovadas.
A partir de 11 de agosto, a nossa força de vontade e capacidade de ação estará em plena forma.
E lembrando Milton Nascimento e Fernando Brant:
"Venho do sol
A vida inteira no sol
Sou filha da terra do sol"...
"Nossa energia solar
Irá nos iluminar
O caminho"...
Solar
Milton Nascimento/Fernando Brant
Venho do sol
A vida inteira no sol
Sou filha da terra do sol
Hoje escuro
O meu futuro é luz e calor
De um novo mundo eu sou
E o mundo novo será mais claro
Mas é no velho que eu procuro
O jeito mais sábio de usar
A força que o sol me dá
Canto o que eu quero viver
É o sol
Somos crianças ao sol
A aprender e viver e sonhar
E o sonho é belo
Pois tudo ainda faremos
Nada está no lugar?
Tudo está por pensar
Tudo está por criar
Saí de casa para ver outro mundo, conheci
Fiz mil amigos na cidade de lá
Amigo é o melhor lugar
Mas me lembrei do nosso inverno azul
Eu quero é viver o sol
É triste ter pouco sol
É triste não ter o azul todo o dia
A nos alegrar
Nossa energia solar
Irá nos iluminar
O caminho
Gal Costa & Roupa Nova - Solar
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segunda-feira, 26 de julho de 2010
Brindando com Champagne...
A partir de hoje comemoro o meu aniversário.
Nasci no dia 29 de julho, mas fui registrada no dia 26.
Durante quase 30 anos, eu comemorei meu aniversário no dia 26 e quando descobri a data certa, passei definitivamente a comemorar no dia 29.
Às vezes, acho que eu não tenho muita personalidade quando o assunto é aniversário, mas segundo alguns amigos mais chegados, eu sou uma pessoa de sorte, porque começo a receber ligações e o carinho dos amigos e familiares, desde o dia 26 até o dia 29.
Ou seja, muito "parabéns", muito carinho e amor nesses dias.
E para brindar mais um aniversário, cheio de saúde, alegrias, paz, amor e muitas conquistas, nada como brindar com "Champagne"...
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Nasci no dia 29 de julho, mas fui registrada no dia 26.
Durante quase 30 anos, eu comemorei meu aniversário no dia 26 e quando descobri a data certa, passei definitivamente a comemorar no dia 29.
Às vezes, acho que eu não tenho muita personalidade quando o assunto é aniversário, mas segundo alguns amigos mais chegados, eu sou uma pessoa de sorte, porque começo a receber ligações e o carinho dos amigos e familiares, desde o dia 26 até o dia 29.
Ou seja, muito "parabéns", muito carinho e amor nesses dias.
E para brindar mais um aniversário, cheio de saúde, alegrias, paz, amor e muitas conquistas, nada como brindar com "Champagne"...
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domingo, 25 de julho de 2010
Inferno astral existe?

Inferno Astral é o período de 30 dias que antecede a data de seu aniversário.
Nessa época, a cada ano, você fica mais sensível e precisa se dar mais atenção.
Durante essa fase, recomenda-se fazer um balanço de sua vida e quando se deparar com problemas, esforce-se por resolvê-los.
Nem sempre o período que antecede o nosso aniversário é marcado por acontecimentos desfavoráveis e dramáticos, este período deve ser visto também como um período de meditação, recolhimento e interiorização.
É o período em que devemos nos preparar para iniciar um Novo Ano Solar com mais garra, determinação, metas e objetivos bem claros e definidos.
Assim, seu ano será repleto de alegrias, felicidades e grandes realizações.
Segundo o astrólogo Eduardo Maia, o "Inferno Astral" só acontece quando não percebemos que precisamos sair do palco para contemplar mais o mundo e nos desapegarmos, em benefício daqueles que precisam de uma ajuda emocional ou prática.
"É um período de ser instrumento para o bem dos outros e não estar tão preocupado com causas próprias", afirma.
Como isto geralmente não acontece, vem a angústia, o vazio e a sensação de desorientação.
Cid de Oliveira lembra que os ciclos representam na Astrologia os estágios de todo e qualquer processo de desenvolvimento e que "o final de um ciclo" se caracteriza por ter uma qualidade de tempo marcada pela agitação, mudança, instabilidade e desordem, somadas à insegurança em relação ao futuro que está por vir.
"Isto acontece porque é no final do ciclo que se esgotam as possibilidades de expressão existentes no seu início e manifestam-se os resíduos responsáveis por sua dissolução.
Em suma, o tempo que antecede imediatamente o final de qualquer ciclo caracteriza-se pela desordem e pela inversão dos valores admitidos no seu início", explica.
Um momento propício para se fazer uma análise e um balanço da vida.
É um período ótimo para dar um tempo ao espírito de refazer suas energias para o novo ciclo.
Trabalhar o lado espiritual é muito importante, ajuda que o inferno astral não se torne de fato um purgatório.
Eu acredito que tudo depende da forma como encaramos e o livre arbítrio, pode ser a saída para passarmos por esse ou qualquer outro momento de transformação, de uma forma mais suave e aprendendo realmente...

Fonte: Internet. Tweet
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